Tragédia de Brumadinho completa três anos; veja desdobramentos

Rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão fez 264 vítimas e trouxe danos irreversíveis ao meio ambiente

Rompimento da barragem em Brumadinho, MG, completa três anos. | Foto: reprodução

Há três anos, em 25 de janeiro de 2019, a cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, vivia uma tragédia humana e ambiental. O rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão deixou 264 pessoas mortas, seis ainda desaparecidas. Ainda sem punição dos responsáveis, as investigações apresentaram negligência do Poder Público com relação ao crime ambiental.

A barragem derramou 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos e destruiu parte da vegetação e da fauna do local. Organizações lideraram pesquisas e verificaram que até mesmo o Rio São Francisco chegou a ser contaminado pelos rejeitos de mineração. Além disso, ao menos 17 municípios no entorno do Rio Paraopeba foram afetados.

Especialistas do Greenpeace elaboraram um documentário sobre o desastre e cobraram providências. “O que aconteceu em Brumadinho não foi um desastre ambiental de proporção local, foi um crime ambiental de alcance global, que afetam famílias, comunidades locais que sequer são consultadas no momento de implementação de uma barragem”, disse a porta-voz do Greenpeace Brasil, Pamela Gopi.

A organização continua a cobrar ações efetivas da Administração para evitar desastres parecidos. A degradação ambiental tem se intensificado. Estados como Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Tocantins, Goiás, Piauí, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são exemplos de regiões que atualmente estão sentindo de maneira intensa os efeitos da crise climática.

De acordo com dados do Greenpeace, somente sete estados possuem plano de adaptação climática. São eles: Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Acre, Tocantins, Rio Grande do Sul e Goiás. “Os planos de adaptação climática e mapeamento de áreas de risco, além de orçamentos destinados a perdas e danos, e materiais para populações vulneráveis são apenas alguns exemplos de ações que devem ser priorizadas pelos governos diante da emergência climática”, apontou Gopi.

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