Goiás terá três magistrados na Corregedoria Nacional de Justiça até 2028
26 agosto 2026 às 18h59

COMPARTILHAR
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) terá três magistrados na equipe da Corregedoria Nacional de Justiça durante o biênio 2026–2028. O desembargador Anderson Máximo de Holanda e os juízes de Direito Eduardo Tavares dos Reis e Francisco Gonçalves Sabóia Neto foram designados para atuar como juízes auxiliares do ministro Benedito Gonçalves, que assumiu a Corregedoria Nacional de Justiça nesta terça-feira, 25, em solenidade no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.
A presença dos três magistrados goianos foi destacada pelo presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, como um reconhecimento à atuação do Judiciário de Goiás e uma oportunidade de ampliar a participação do tribunal na formulação e execução de políticas judiciárias nacionais.
“A designação de três magistrados do Poder Judiciário goiano para integrar a equipe da Corregedoria Nacional representa o reconhecimento de trajetórias construídas no exercício da magistratura e evidencia a contribuição do TJGO para o aperfeiçoamento do sistema de Justiça brasileiro”, afirmou Crispim.
Segundo o presidente, a participação dos magistrados também deve favorecer a troca de experiências entre o TJGO, o CNJ e outros tribunais brasileiros.
Anderson Máximo deixa Corregedoria do Foro Extrajudicial
A designação para a Corregedoria Nacional encerra a atuação do desembargador Anderson Máximo de Holanda como primeiro corregedor do Foro Extrajudicial de Goiás.
Ele esteve à frente da Corregedoria do Foro Extrajudicial (Cogex) desde sua instalação, em fevereiro de 2025. Durante o período, a unidade desenvolveu iniciativas relacionadas à regularização fundiária, ao combate à violência patrimonial contra a mulher, ao atendimento dos usuários dos serviços extrajudiciais e à ampliação de direitos no atendimento cartorário.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Marcus da Costa Ferreira, destacou o trabalho realizado por Anderson Máximo na estruturação da unidade. “Ao desembargador Anderson Máximo, que encerra sua atuação como primeiro corregedor do Foro Extrajudicial de Goiás, registramos também o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na estruturação da Cogex desde sua instalação”, afirmou.
“Motivo de muita responsabilidade”
Ao assumir a nova função, Anderson Máximo agradeceu aos integrantes da equipe da Cogex e à administração do TJGO. Para ele, representar Goiás na Corregedoria Nacional aumenta a responsabilidade de contribuir para o aperfeiçoamento da Justiça. “Para mim, um goiano, estar integrando esta equipe do ministro Benedito é motivo de muita responsabilidade e, sem sombra de dúvidas, faz com que nós possamos trabalhar ainda mais em prol da pauta do extrajudicial no Brasil”, afirmou.
O juiz Eduardo Tavares dos Reis também classificou a convocação como um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo tribunal goiano. “É o reconhecimento da alta qualificação do tribunal na ponta e que então reverteu nessa convocação, minha, do desembargador Anderson e do juiz Francisco Saboia, para auxiliar os trabalhos do ministro e levar a expertise, o bom trabalho que Goiás desenvolveu para a experiência nacional”, disse.
Francisco Gonçalves Sabóia Neto, por sua vez, destacou a responsabilidade de representar o Judiciário goiano no âmbito nacional. “Fazer parte da Corregedoria Nacional é algo que demonstra a efetividade e a qualidade do serviço do Poder Judiciário do Estado de Goiás”, afirmou.
Segundo o magistrado, a experiência adquirida em Goiás será utilizada nas atividades desenvolvidas junto ao CNJ, tendo como foco a melhoria da prestação jurisdicional.
Atuação até 2028
A designação dos três magistrados amplia a presença do TJGO na Corregedoria Nacional de Justiça durante o biênio 2026–2028. O tribunal também cumprimentou o ministro Benedito Gonçalves pela posse e desejou êxito na condução da Corregedoria Nacional durante o período.
A nota de cumprimento foi assinada pelo desembargador Leandro Crispim, Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; pelo desembargador Fabiano Abel de Aragão Fernandes, 1º Vice-Presidente da Corte; pela Desembargadora Rozana Fernandes Camapum, 2ª Vice-Presidente e pelo desembargador Marcus da Costa Ferreira, Corregedor-Geral da Justiça.
A nova composição deverá atuar no desenvolvimento das atividades da Corregedoria e no intercâmbio de experiências entre o CNJ e os tribunais brasileiros.
Leia também
TJ-GO tranca investigação contra promotora Leila Maria por falta de autorização prévia


