Thiago Peixoto defende ampliação da Chapada dos Veadeiros

Parlamentar comemorou anúncio de ampliação do parque nacional localizado em Goiás: “Vai além de interesses locais”

Deputado Thiago Peixoto | Foto: Antonio Araújo / Câmara dos Deputados

O deputado federal Thiago Peixoto (PSD-GO) saiu em defesa da ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, localizado no Nordeste Goiano, anunciada no início do mês pelo governo federal.

Segundo ele, a notícia foi extremamente positiva, pois a importância da reserva, uma das mais relevantes do bioma Cerrado, vai muito além de “interesses locais ou regionais” e de simples conflitos entre proprietários de terras e ambientalistas. “É questão de impacto global”, avalia.

A preocupação ambiental atualmente não se trata apenas de escolha ou ideologia, nem de bandeira de indivíduos ou de grupos isolados, defende. “A questão é muito mais séria, complexa e ampla. Diante dos impactos negativos da ação humana sobre o planeta – vide mudanças climáticas e aquecimento global –, a agenda ambiental é questão de sobrevivência”, destacou.

No entanto, ele chamou a atenção para o fato de que muita gente defende a posição na teoria, mas na prática, quando os próprios interesses são afetados, a situação se transforma. “Pouca gente discorda [da importância do tema ambiental]. Mas quando isso leva a mexer no próprio quintal, aí muda de figura. Nestes casos, cada um coloca suas prioridades em primeiro lugar e deixa de lado os interesses da maioria”, ressaltou.

E ele toca no caso das discussões sobre a ampliação do Parque da Chapada dos Veadeiros para justificar sua tese. “Criado com 625 mil hectares em 1961 como Parque Nacional do Tocantins, aos poucos ele foi sendo reduzido por disputas judiciais. Em maio deste ano, a unidade de conservação tinha 65 mil hectares em uma região belíssima, considerada Patrimônio Natural Mundial desde 2001 pela Unesco”, esclareceu.

Longas datas

O deputado goiano lembrou que o debate se arrastou durante anos e que a última proposta era proteger área contínua de 240 mil hectares, fato contestado por proprietários da região. “Por fim e por sorte, prevaleceu o bom senso e o interesse maior e, em 5 de junho, o governo federal anunciou o aumento do parque. Foi um alento em um período em que Estados Unidos, sob comando de Donald Trump, rasgam acordo assinado em Paris para redução de poluentes”, reforçou.

Para ele, é fundamental que o Brasil siga no rumo certo, em especial no que diz respeito ao Cerrado. “Além de ser a savana mais rica em biodiversidade do mundo, nossas principais bacias hidrográficas aqui nascem: Amazônica, São Francisco e Paranaíba/Paraná/Paraguai. Isso em um país que detém 12% da água potável da Terra. Assim, a preservação a região da Chapada, que possui quase 500 nascentes principais catalogadas (sem contar nascedouros menores) e registra dezenas de espécies animais e vegetais ameaçadas, torna-se questão a ser defendida em tese e na prática”, explicou.

Apesar das polêmicas, o assunto não se trata de meros conflitos entre interesses agrários, agropecuários e ambientais. “É questão mais ampla. A falta de proteção e consequente risco de degradação de áreas como a da Chapada dos Veadeiros é ameaça não só para a região, para Goiás ou para o Brasil. É questão de impacto global. Nosso País tem grande ativo ambiental, apesar de muito ter sido devastado. É cuidando do que nos resta que vamos garantir o futuro não só das próximas, mas da nossa própria geração”, finalizou.

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