Tesouro mantém nota C do DF e dificulta empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer BRB
03 setembro 2026 às 16h00

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O Tesouro Nacional manteve em “C” a nota de Capacidade de Pagamento (Capag) do Distrito Federal, o que impede a União de oferecer garantias para novos empréstimos do governo distrital. Segundo parecer obtido pelo Estadão, a situação fiscal do DF piorou em relação à avaliação anterior.
A nota C do DF significa que o governo não atende aos critérios necessários para receber garantias da União em operações de crédito. Pelo modelo utilizado pelo Tesouro, apenas estados e municípios classificados com notas “A” ou “B” podem contar com esse tipo de garantia federal.
O governo do Distrito Federal sustentava que já reunia condições para alcançar a nota “A” e vinha utilizando resultados parciais das contas de 2026 para tentar demonstrar à União e a instituições financeiras privadas que teria capacidade para contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões.
A operação está relacionada ao socorro ao Banco de Brasília (BRB) diante do rombo envolvendo o Banco Master. A manutenção da nota C, porém, dificulta a contratação de crédito com garantia da União. Uma nova avaliação da Capag do Distrito Federal será feita apenas no próximo ano, considerando os resultados fiscais consolidados de 2026.
Até lá, o governo do DF não poderá contar com garantias da União para novas operações de crédito. A classificação do Tesouro é, portanto, um obstáculo para a estratégia financeira do Distrito Federal, que busca recursos para enfrentar os impactos da crise envolvendo o BRB e o Banco Master.
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