Arruda acusa tentativa de tirá-lo da disputa no “tapetão” após pedido de impugnação
02 setembro 2026 às 20h14

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O candidato ao Governo do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD) afirmou que o processo que pode levar à impugnação de sua candidatura seria uma tentativa de retirá-lo da disputa eleitoral sem que a decisão passe pelas urnas. Apesar das críticas, o ex-governador disse confiar que terá o registro validado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou, eventualmente, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Não é possível, vão querer continuar me tirando no tapetão? Eu não creio. Eu confio na Justiça e, se Deus quiser, ou no TRE ou no TSE, a minha candidatura será validada”, afirmou.
A declaração ocorreu após Arruda ser questionado sobre a possibilidade de a própria Justiça Eleitoral no Distrito Federal barrar sua candidatura. O candidato afirmou que não pretende antecipar o resultado do julgamento e disse respeitar decisões judiciais, inclusive aquelas contrárias aos seus interesses.
“Eu respeito a Justiça, inclusive quando a Justiça decide contra os meus interesses, como aconteceu centenas de vezes nesses 16 anos”, declarou.
Arruda também voltou a questionar os processos que o mantiveram afastado das disputas eleitorais nos últimos anos. Segundo ele, existe diferença no tratamento dado ao seu caso em comparação com processos envolvendo outros políticos.
“Por que eu estou afastado há 16 anos? Porque eu recebi R$ 20 mil, dois anos antes de ser governador, declarados no Imposto de Renda”, disse.
Na sequência, o candidato fez críticas a adversários políticos e citou casos envolvendo integrantes do atual grupo político do Distrito Federal. As declarações foram apresentadas por Arruda sem, durante a fala, detalhar decisões judiciais ou documentos que comprovassem as acusações mencionadas.
O ex-governador também citou a vice-governadora Celina Leão e afirmou que processos envolvendo adversários não teriam a mesma velocidade de tramitação de ações relacionadas a ele. “O meu, chega a época de eleição, sai correndo da gaveta”, afirmou.
Para Arruda, uma eventual exclusão da disputa por decisão judicial impediria que o eleitor tivesse a palavra final sobre sua candidatura.
“Não estou a dizer que eu vou ganhar a eleição, não. Quem vai definir é o eleitor, o eleitor é que tem que definir. Quando você tira do eleitor o poder de decisão, o poder de escolha, isso tem um nome: antidemocrático”, declarou.
O candidato afirmou ainda que continuará respeitando as decisões da Justiça Eleitoral e demonstrou confiança de que conseguirá permanecer na disputa. “Eu confio na Justiça e, se Deus quiser, ou no TRE ou no TSE, a minha candidatura será validada”, concluiu.


