Após divulgação que a paralisação dos servidores administrativos chegou, nesta quarta-feira, 2, ao seu 13º dia consecutivo, a Secretaria Municipal da Educação (SME) informou ao Jornal Opção que apenas seis unidades estão com as atividades totalmente paralisadas. Segundo a pasta, “nas demais unidades, o atendimento permanece em funcionamento, e a Secretaria Municipal de Educação (SME) monitora diariamente a situação para assegurar o cumprimento da decisão judicial e a continuidade dos serviços em toda a rede.”

Ainda de acordo com a nota encaminhada à reportagem, a pasta “esclarece que permanece em vigor a decisão judicial que determina a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores administrativos em atividade em cada unidade educacional. O cumprimento desse percentual é obrigatório e deve ser observado individualmente em cada unidade. As equipes da secretaria acompanham a situação e adotam as providências necessárias para garantir o atendimento às crianças, aos estudantes e às famílias.”

A Prefeitura de Goiânia destacou que várias reuniões foram realizadas para apresentação de propostas com aumento dos salários iniciais, reestruturação dos níveis da carreria e ganho real de até 12,5% ainda em 2026. “A última proposta foi rejeitada, e a greve foi mantida. Após o encerramento das possibilidades de negociação dentro dos limites legais e financeiros do município, as propostas foram retiradas”, complementa a nota.

Ainda de acordo com o texto, com a continuidade da greve e o descumprimento da decisão judicial, o município ajuizou ação no Tribunal de Justiça de Goiás para pedir a declaração de ilegalidade do movimento grevista. Segundo a Prefeitura, o pedido também requer a aplicação das medidas judiciais cabíveis para assegurar o cumprimento da decisão que determina a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores em atividade em cada unidade educacional. A ação segue em tramitação no Tribunal de Justiça.

Impasse

Mais cedo, o Jornal Opção anunciou que a greve teria chegado no seu 13º dia, o que estaria gerando a e responsáveis que levam suas crianças aos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) sem qualquer previsão de quando o movimento será finalizado.

Segundo a presidente do Sintego, Ludmylla Morais, a categoria não deseja a paralisação, mas foi levada a ela diante da falta de avanço nas negociações. “A prefeitura semana passada puxou pra trás a negociação e nós estamos tentando, de todas as formas, destravar a negociação e retomar a mesa para avançar e resolver a situação”, afirmou a dirigente em entrevista ao Jornal Opção

De acordo com Ludmylla, a paralisação é restrita aos servidores administrativos efetivos da rede municipal. “Temporários não estão em greve, estão trabalhando e atendendo normalmente. E professores e professoras estão atendendo normalmente, claro que dentro da possibilidade, uma vez que não tem merendeira fazendo merenda, a pessoal dá limpeza, embora garantindo aquilo que a justiça preconiza, a gente sabe que o funcionamento não está normal. O atendimento não está normalizado”, explicou.

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