Terremoto que atingiu o México foi o maior nos últimos 32 anos

Ao menos 58 pessoas morreram e novos abalos sísmicos podem acontecer nos próximos dias. Foi emitido ainda um alerta de tsunami na região de Chiapas

Hotel afetado por terremoto no estado de Oaxaca, no MéxicoÁngel Hernández/EFE

O terremoto que atingiu a costa sudoeste do México foi o mais forte registrado no país nos últimos 32 anos. Segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (OBSIS/UnB), o fenômeno natural, que teve magnitude 8,1 na escala Richter (considerado forte), aconteceu por conta de uma falha normal em uma profundidade intermediária.

Até a manhã deste sábado (9/9), ao menos 58 pessoas tinham morrido, mas os governadores dos estados afetados informaram números diferentes. Por isso, o número total de mortos pode aumentar nas próximas horas.

Um relatório preliminar feito pelas autoridades locais indica que há 1.700 casas afetadas, 700 escolas e outros 18 prédios públicos. A prioridade agora é resgatar as pessoas que possam estar soterradas em escombros e fornecer abrigo seguro às pessoas que perderam suas casas.

O terremoto atingiu a costa na costa sudoeste do México, próximo da cidade de Chiapas, às 23h49 de quinta-feira (7). Segundo informações do Observatório, foi gerado um alerta de tsunami na região.

Até o momento, foram registrados cinco terremotos secundários, com magnitudes entre 4,9 e 6,1, pelo sistema do OBSIS/UnB. Um alerta de Tsunami foi gerado para a região e as ondas podem atingir até 3 metros de altura, segundo o professor Marcelo Rocha, do Observatório Sismológico.

A região é considerada propícia a terremotos por conta de duas placas, a de Cocos e a placa do Caribe. De acordo com Rocha, a placa do Caribe está entrando embaixo da placa de Cocos. O terremoto é a consequência de vários anos de acúmulo de energia sísmica entre as placas.

As estimativas iniciais indicam que 50 milhões de pessoas estiveram expostas ao terremoto. Cerca de 37 milhões sentiram o sismo de forma moderada ou forte.

A diretora do Serviço Sismológico Nacional e pesquisadora do Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autônoma do México, Xyoli Pérez Campos, afirmou que é possível que haja réplicas de magnitude 7 na escala Richter nos próximos dias.

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