Tempo seco aumenta casos de nariz entupido em Goiás; saiba quando o sintoma vira sinal de alerta
13 agosto 2026 às 15h35

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A chegada do período de estiagem costuma trazer um incômodo conhecido para os moradores de Goiás: o nariz entupido. Com a umidade do ar em níveis baixos, a mucosa nasal fica mais suscetível ao ressecamento, o que pode dificultar a respiração. Quando o problema persiste mesmo em períodos de maior umidade, porém, é importante investigar se existe outra causa.
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) prevê dias sem chuva e umidade relativa do ar entre 18% e 20% em algumas regiões. A combinação de calor e ausência de precipitações é característica desta época do ano.
Para o gerente do Cimehgo, André Amorim, os cuidados devem ser redobrados principalmente no período da tarde. “No período da tarde, as temperaturas sobem e a umidade relativa do ar despenca. Por isso, é importante que a população fique atenta, mantenha uma boa hidratação e evite a exposição ao sol, principalmente durante a tarde”, orienta.
Segundo o otorrinolaringologista Gustavo Jorge, a forma como os sintomas aparecem pode ajudar a identificar a origem do problema. A rinite, por exemplo, costuma estar relacionada à exposição a algum agente capaz de desencadear uma reação alérgica.
Já pacientes com desvio de septo podem apresentar dificuldade para respirar de maneira constante. “O paciente tem uma obstrução contínua, ele não tem aquele dia que ele está bem. A obstrução nasal é o tempo todo e geralmente em uma das fossas nasais”, explicou ao Jornal Opção.
O especialista aponta que o tempo seco também pode provocar sintomas em pessoas que normalmente não apresentam problemas respiratórios. Nesse caso, a dificuldade para respirar tende a aparecer ou se intensificar justamente durante a estiagem.
O nariz congestionado nem sempre aparece sozinho. Quando a obstrução vem acompanhada de espirros, coriza ou dor na região do rosto, por exemplo, pode haver um quadro alérgico ou inflamatório associado. “Geralmente, quando o paciente já está ligado a uma outra questão que não é só o tempo seco, ele geralmente vai ter uma sensação de espirros, de coriza, pode evoluir até para uma sinusite e começar a ter dor em face”, afirma Gustavo.

A recomendação é procurar avaliação médica quando o desconforto se torna frequente ou passa a interferir na rotina. A investigação pode apontar se a origem dos sintomas está relacionada ao clima, a uma alergia ou a alguma alteração anatômica.
Descongestionante pode agravar obstrução
Um hábito que pode trazer consequências é recorrer repetidamente aos descongestionantes nasais para aliviar o nariz entupido. O médico alerta que o uso prolongado pode fazer com que o paciente passe a depender do medicamento para conseguir respirar melhor. “O descongestionante nasal, na verdade, a gente fala que ele é literalmente um veneno. Porque a partir do momento que você começa a usar e se ultrapassa basicamente uma semana de uso, o nariz já começa a ficar dependente”, afirma.
Além da dependência, o uso frequente pode ressecar e irritar ainda mais a mucosa nasal. Por isso, o especialista recomenda que esse tipo de medicamento seja utilizado somente com orientação adequada e pelo menor período possível.
Soro fisiológico ajuda na hidratação
Para reduzir os efeitos provocados pelo ar seco, uma das medidas recomendadas é a hidratação da mucosa nasal com soro fisiológico. Gustavo orienta que o procedimento seja realizado pelo menos duas vezes ao dia. “A gente orienta o paciente para que ele hidrate o nariz com soro fisiológico pelo menos duas vezes ao dia, o mínimo”, diz.
O médico também recomenda manter a ingestão de líquidos e utilizar umidificador durante a noite. Atividades físicas em locais muito quentes também devem ser evitadas nos horários mais críticos. “A gente recomenda o uso do umidificador de ar em todo o período noturno, porque isso vai ajudar na questão respiratória”, explica.
Para o especialista, a combinação de hidratação adequada e um ambiente menos seco pode ajudar a diminuir o desconforto. Já quando a obstrução permanece mesmo fora do período de estiagem, a orientação é buscar um otorrinolaringologista para descobrir a causa.
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