“Te salvamos da facada e agora vai nos esfaquear pelas costas?”, diz Polícia Federal para Bolsonaro

Policiais federais manifestaram nesta terça-feira, 24, contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo não cumprimento de ações prometidas para a valorização da corporação

Pela segunda vez em menos de 30 dias, policiais federais brasileiros protestam contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em abril houve atos em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal. Nesta terça-feira, 24, no Ceará, policiais cobraram a valorização das categorias da Polícia Federal (PF) em uma tentativa de pressionar para a assinatura de uma medida provisória (MP) que garanta a reestruturação das carreiras dos servidores.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Luciano Leiro criticou a reestruturação de carreiras policiais com exclusão da PF. “É preocupante observar o tratamento que o presidente da República tem dado à Polícia Federal e aos policiais federais. Causa estranheza que das forças de segurança da União, apenas aquela responsável por investigações que dizem respeito ao governo esteja sendo constantemente desvalorizada, como se fosse uma retaliação contra à PF”, diz.

A categoria havia recebido a promessa de Bolsonaro de que teria uma reestruturação das carreiras com aumento salarial acima da inflação. Entretanto, o governo resiste a ideia para não causar revolta aos outros servidores públicos e, junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu aumentar o salário dos servidores civis e militares apenas em 5%, quase metade da perda inflacionária. A pressão ao Governo Federal deve se intensificar visto que de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o governo precisa que qualquer aumento de gastos com pessoal seja formalizado até 180 dias antes do fim do mandato, ou seja, até julho.

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