Tribunal acredita que Executivo possa extrapolar teto de gastos permitido na Constituição e que não invista o mínimo exigido na Saúde e Educação

Foto: Fábio Costa / Jornal Opção

Para o deputado Talles Barreto, o governo do Estado não tem como prioridade a Saúde e a Educação. O comentário foi feito após o alerta Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), que analisou na terça-feira, 9, o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), da Secretaria de Estado da Economia, referente ao 1º bimestre de 2019 e fez alertas à Pasta e alertou a possibilidade do não investimento mínimo exigido pela Constituição Federal nestas áreas.

Além disso, o TCE-GO chegou à conclusão que o Executivo poderia extrapolar em 19,9% o teto de gastos permitido na Constituição Estadual. Carla Santillo, conselheira o tribunal e relatora, afirmou que o Poder Executivo já tinha executado, “até o segundo bimestre, o equivalente a 47,75% do seu teto de gastos para todo o exercício”.

Ainda segundo Talles, a gestão vê como gasto, e não investimento, os recursos repassados à Educação. “Inclusive, batemos pesado quando o governo quis colocar os repasses de 2% da Universidade Estadual de Goiás (UEG) junto aos 25% da Educação”.

Questionado se a “casa ainda será arrumada”, o tucano é pessimista e afirma que não acredita que o governo entrará nos trilhos. “Governo que teve aumento de 10% na arrecadação, mas que não consegue administrar… Falta foco”, adverte.

Economia

Por nota, a secretaria estadual de Economia afirmou que “o percentual de vinculação constitucional para Saúde e Educação foi afetado, porque o Governo atual precisou pagar dívidas de restos a pagar do Governo anterior”. Apesar disso, a pasta garantiu que haverá o cumprimento pleno durante a execução do orçamento até o final de 2019.

Sobre isso, Talles declara que todas as contas do governo anterior foram aprovadas, pois foram cumpridas as metas estabelecidas. Além disso, ele afirma que a atual gestão quer transferir a responsabilidade da sua incompetência na administração anterior.

“Só fica olhando para trás. Não tem plataforma de governo e justifica sua incompetência com o governo passado. O que eles pagaram? Até hoje não conseguiram pagar dezembro, mesmo recebendo muitos recursos daquele mês, que é o melhor em arrecadação, que só caíram em janeiro”, desabafou o parlamentar.