Suspeito de “golpe do Tinder” é preso em Goiânia após mulher perder mais de R$ 300 mil
14 setembro 2026 às 12h20

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A polícia prendeu preventivamente, nesta segunda-feira, 14, em um hotel de Goiânia, um homem de 38 anos investigado por estelionato amoroso, o “golpe do Tinder”, que teria causado prejuízo superior a R$ 327 mil. O suspeito, que responderá por prática de estelionato em contexto de violência patrimonial, conheceu a vítima pelo aplicativo de relacionamentos Tinder e, depois de iniciarem um relacionamento amoroso que durou cerca de um ano, passou a afirmar que trabalhava com investimentos financeiros, recebendo sucessivas quantias sob a alegação de que aplicaria os recursos e, posteriormente, faria a restituição com rendimentos.
Conforme o apurado pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o prejuízo da vítima alcançou R$ 327.161,47. Parte dos recursos também saiu da conta da avó da vítima. No início, o investigado chegou a investir e devolver um valor ligeiramente maior para criar confiança, o que fez com que a vítima repassasse quantias cada vez mais altas. Contudo, os retornos cessaram.
Na última transferência, realizada em 9 de junho de 2026, no valor de R$ 14 mil, o investigado alegou a necessidade do pagamento de taxas para viabilizar uma TED destinada à quitação dos valores devidos. Logo após receber a transferência, ele deixou Goiânia com destino a Foz do Iguaçu, com indicativos de que teria seguido para o Paraguai. Na sequência, interrompeu o contato com a vítima e a bloqueou nos aplicativos e demais canais de comunicação.
Em entrevista ao Jornal Opção, a delegada Lara Soares, da DEIC, informou que a vítima procurou a delegacia em junho deste ano, relatando que o relacionamento começou no final de 2024 e se estendeu durante o ano de 2025. “A vítima começou a ter um namoro com ele, tendo encontros, um relacionamento que durou durante um ano, e sempre ele falava que ia fazer investimento dos valores”, disse. “O relacionamento começou no final de 2024, foi durante o ano de 2025, e ela chegou até nós relatando isso em junho agora.”
Diante dos elementos reunidos, a polícia representou pela prisão preventiva, busca e apreensão e por medidas destinadas à localização e constrição de bens e valores relacionados aos fatos investigados. A representação foi feita na Vara de Violência Doméstica por se tratar de violência patrimonial. Como o investigado já respondeu a outros casos de estelionato no passado e já teve outras prisões decretadas, considerando ainda o fato de ter fugido, o juiz decretou a prisão preventiva.
Após diligências, os policiais identificaram que o investigado havia retornado a Goiânia e efetuaram sua prisão em um hotel na capital. No momento do cumprimento da medida, foram identificadas no aparelho celular do investigado conversas mantidas com outras mulheres. O conteúdo será analisado no prosseguimento da investigação para verificar eventual existência de outras vítimas ou possível repetição de condutas semelhantes.
Veja vídeo do momento da prisão:
“A gente não sabe ainda se essas mulheres foram ou não enganadas (…) até porque ele disse que continuava com esse perfil do Tinder”, esclareceu Lara Soares.
O investigado também possui outros registros policiais relacionados a estelionato, que serão considerados no aprofundamento das apurações.
“A divulgação de informações e imagens do preso observou estritamente a Lei nº 13.869/2019 e a Portaria nº 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, especialmente diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas.”
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