Surto de dengue faz Caldas Novas decretar estado de emergência em saúde pública

Prefeito Kleber Marra prepara decreto e força-tarefa para mitigar a crise. Goiânia também reconheceu a crise sanitária provocada pelo Aedes aegypti

Caldas Novas é a segunda cidade goiana a decretar estado de emergência em saúde pública em decorrência do aumento de 295,32% nos casos de dengue registrados este ano. Na segunda-feira, 18, a Prefeitura de Goiânia tomou a mesma medida. Prefeito de Caldas, Kleber Marra (Republicanos) prepara decreto com tempo de vigência indeterminado e também vai anunciar a criação de uma força tarefa para tentar mitigar a crise.

“Vivemos mais um momento difícil em nosso município, com um aumento expressivo no número de crianças internadas com síndromes respiratórias em estados graves, além dos casos de dengue”, diz. Uma das medidas imediatas de Marra será o remanejamento de profissionais para o Hospital Municipal André Ala Filho, além de criar uma força-tarefa para amenizar essa situação. A decisão foi tomada em conjunto com o secretário de Saúde de Caldas Novas, Marcos Paixão, e com o diretor-clínico do hospital, João Osório. Previsto na Constituição, o estado de emergência pode ser decretado em situações extraordinárias face à ameaças que impliquem o comprometimento parcial da capacidade de resposta do poder público atingido. Como efeito do decreto, o governo tem autorização legal para suspender parte de suas funções básicas e colocar em prática projetos específicos para conter a situação.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostram que Goiás já tem confirmados confirmados 39.874 casos de dengue. Além desses, há 87.042 notificações. Antes de decretar emergência, Caldas Novas, assim como outras cidades goianas, a exemplo de Silvânia, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Cristianópolis, já havia intensificado este ano a capacitação de profissionais de saúde e a limpeza urbana. A baixa adesão dos cidadãos à limpeza dos espaços privados propícios à reprodução do mosquito transmissor Aedes aegypti, inclusive, é uma das explicações para o surto que o Estado vive, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim. Ela também credita a crise sanitária à intensidade das chuvas, que favorecem o surgimento de novos criatórios para a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Os números alarmantes fizeram o Governo de Goiás aumentar também o envio de insumos, materiais e equipamentos para o combate à dengue aos municípios goianos. De acordo com a SES, as cidades do Estado já receberam, entre outros, 720 unidades de bombas costais motorizadas de uso individual pelo agente de saúde, com manutenção de outras 211 já existentes; todas em pleno funcionamento. A pasta também fez a distribuição de 20 bombas ultrabaixo volume (UBV) veiculares adquiridas em 2021, contemplando as 18 Regionais de Saúde do Estado, além do município de Goiânia que recebeu duas unidades. Foi feita, ainda, a distribuição dos inseticidas às regionais, regularizando o abastecimento em todos os municípios. Entre os insumos repassados incluem-se 14.775 litros do Cielo, 203 quilos de Pyriproxyfen, 4.086 sachês de fludora, 591.920 pastilhas de espinosade e 1.263 unidades de cortador de comprimido.

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