STF julga habeas corpus de Lula, movido pela defesa após alegar parcialidade de Moro

Gilmar Mendes, que pediu vistas para analisar o mérito, já votou para que o ex-presidente seja solto até o julgamento definitivo. Edson Fachin se posicionou contra

O STF julga, nesse momento, o segundo pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula (PT) – o primeiro foi negado. Os advogados do presidente alegam falta de imparcialidade do agora ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, então juiz, na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP).

Gilmar Mendes, que pediu vistas para analisar o mérito do habeas corpus, já votou para que o ex-presidente seja solto até o julgamento definitivo. Edson Fachin votou contra.

Vale destacar que a defesa anexou, recentemente, material do The Intercept que evidenciaria conversas entre o ex-juiz Moro e o procuradores da Lava Jato. “Não vejo, ao menos por ora, razões para alterar meu voto. Não se tem notícia de que o aludido material [mensagens] tenha sido submetido a escrutínio das autoridades”, disse o Fachin.

Este debate, pontua-se, teve início após negativa da corte pelo habeas corpus que discutia decisão do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em decisão individual, tinha negado recurso de Lula.

Ricardo Lewandoswki votou a favor da soltura, também, até o julgamento definitivo do habeas corpus.

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