STF é denunciado em corte internacional que defende direitos humanos

Supremo Tribunal Federal – Foto Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O diretório do PTB de São Paulo inovou. Decidiu denunciar a principal corte da Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal, na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O motivo: a prisão do presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, aquele que gravou vídeos para as redes sociais com armas em punho e que chegou chamar o embaixador da China no Brasil de “macaco”.

“Estão tentando calar a boca de quem tem pareceres contrários. Isso é censura: é cercear a liberdade. Não permitiremos isso. Estamos aqui hoje não só pelo Roberto Jefferson, mas também por todos os brasileiros que são contra a censura prévia”, justificou o presidente diretório paulista, Otávio Fakhoury, em matéria no site Metrópoles.

Fakhoury é um dos signatários da denúncia junto com o vice-presidente do PTB-SP, Flávio Beall. O documento foi protocolado na sede da CIDH, na Costa Rica.

“De início, cumpre consignar ser uma decisão monocrática, que não poderia ser tomada por um único juiz – era preciso ser submetida a todos os ministros da Corte. O erro já começa aí. Depois, emitir opinião não é crime”, explicou Fakhoury. Roberto Jefferson foi preso após pedido da Polícia Federal, aceito pelo ministro Alexandre de Moraes.

Roberto Jefferson é suspeito de participar de uma espécie de milícia digital que tem feito ataques aos ministros do Supremo e às instituições. A investigação faz parte do novo inquérito aberto por ordem de Moraes após o arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos.

Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB

O presidente nacional do PTB já esteve envolvido no escândalo do mensalão, em 2005. Em novembro de 2012, no julgamento do mensalão no STF, ele foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Hoje é aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e tem veiculado com frequência vídeos com ataques aos ministros do Supremo.

Informações Metrópoles

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