STF autoriza quebra de sigilo bancário e fiscal de Renan Calheiros

Informação divulgada pela revista Época mostra que, a pedido de Janot, Corte irá investigar contas do presidente do Senado entre 2010 e 2014

Renan Calheiros é investigado na Lava Jato | Foto: Lula Marques / Agência PT

Renan Calheiros é investigado na Lava Jato | Foto: Lula Marques / Agência PT

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). É o que informa a revista Época.

Datada de 9 de dezembro, a medida foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos casos da Operação Lava Jato que tramitam na Corte, e é referente ao período de 2010 a 2014, segundo a revista. O pedido partiu do procurador­geral da República, Rodrigo Janot.

Ainda de acordo com a publicação, o despacho do ministro que autorizou a quebra de sigilo fala em “propina” em um contrato de uma subsidiária da Petrobras, que chega a R$ 240 milhões.

Os valores teriam chegado ao senador por meio do diretório do PMDB de Alagoas, que é comandado por Renan e pelo filho, governador Renan Filho.

Segundo Época, as integrantes do consórcio investigado fizeram dois repasses de R$ 200 mil enquanto a licitação ainda não havia sido finalizada.

A Transpetro era presidida por Sérgio Machado, aliado do presidente do Senado, que deixou o comando da estatal no início deste ano e foi, inclusive, um dos alvos da operação realizada na manhã da última terça (15) — quando as casas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de dois ministros peemedebistas do governo Dilma (PT) foram investigadas.

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