Software não funciona e médicos agendam exames manualmente em Goiânia

Programa que apresenta problemas custou R$ 4,2 milhões. Denúncia é da vereadora e integrante da CEI da Saúde, Dra. Cristina (PSDB)

Vereadora Dra. Cristina | Foto: Larissa Quixabeira

A vereadora Dra Cristina (PSDB) integrante da Comissão Especial de Investigação (CEI) da saúde reforçou nesta sexta-feira (20/4) o problema que médicos e profissionais da área vêm enfrentando em relação ao software comprado pela prefeitura, que mudou pra pior o sistema de agendamento de consultas e exames.

A parlamentar disse que fala constantemente com profissionais que trabalham para a saúde da capital, e comprovou que os médicos estão fazendo as regulações de consultas e exames de forma manual, pois o sistema antigo foi tirado e o novo não funciona.

“É um sistema não tem acessibilidade. Os profissionais não foram treinados pra operar o sistema, que foi comprado com dispensa de licitação e custou R$ 4,2 milhões e que, além de tudo, também não foi pago”, denunciou a vereadora.

O Jornal Opção já divulgou diversas vezes o problema, que existe há meses. Em dezembro, a reportagem divulgou que os laboratórios conveniados à prefeitura estavam tendo queda no faturamento, enquanto os médicos e usuários do novo sistema sofriam com sua falta de servência.

Também, neste mês de abril o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Ricardo De Val Borges, havia dito que a compra do software foi desnecessária. Além disso, o diretor do Cais de Campinas, Max Nascimento, já havia adiantado que o novo software é mais difícil de operar e que muitos médicos têm optado por não usá-lo, fazendo todo o procedimento de forma manual.

Hoje, de acordo com a Dra Cristina “já são 15 meses de desconstrução do que funcionava, pois haviam problemas pontuais”. “Eu disse pra secretaria [Fátima Mrué] que ela construiu soluções pra problemas que não existiam, ao invés de consertar os problemas que precisavam de atenção”, conta a vereadora.

A parlamentar afirmou, ainda, que o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde estão a disposição da Secretaria Municipal de Saúde para ajudar, mas que não foram procurados em nenhum momento. “A única solução justa pra população, agora, seria passar a regulamentação para o estado”, julgou a vereadora.

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