Presidente do Seceg diz que foram enviadas, na manhã desta segunda, técnicos para colher informações em cada um dos boxes da Central

Foto: Reprodução/Site Ceasa-GO

Diante das últimas informações e até denúncias chegadas ao Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (Seceg), a entidade está apurando junto aos comerciários e empresários da Central de Abastecimento de Goiás (Ceasa) a real situação envolvendo uma possível epidemia da doença entre os trabalhadores.

“O local, conforme nosso banco de dados, tem hoje 200 empresas que somadas reúnem cerca de 1 mil empregados trabalhando com carteira assinada”, relata o presidente do Seceg, Eduardo Amorim.

Segundo ele, foram enviadas na manhã desta segunda técnicos para colher informações em cada um dos boxes. “Estamos pedindo esclarecimentos, via ofício à Ceasa, sobre as providências que estão sendo e serão tomadas”, disse.

No ofício, o sindicato se coloca a disposição do órgão para ajudar na orientação e até controle da doença para evitar a disseminação catastrófica do vírus e evitar, inclusive, o fechamento da quarta maior Central de Abastecimento do País

Denúncias

Vale lembrar que circulam diversas especulações acerca do avanço e disseminação do coronavírus entre frequentadores e trabalhadores. Conforme mostrado pelo Jornal Opção, os comentários ganharam ainda mais proporção quando uma empresária escreveu nas redes sociais que está com toda sua família e todos seus funcionários infectados com a doença e que precisou baixar as portas no local.

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“Todos os meus funcionários estão doentes. O Ceasa está omitindo a quantidade de casos. Hoje na reportagem que foi feita disseram que só existem sete casos, o que é mentira. Ali tem no mínimo 200 positivos, por medo de represália ninguém fala nada”, desabafou a empresária que terá a identidade resguardada.

Diante dos comentários e da pressão dos trabalhadores do local, o Ceasa emitiu um nota onde garante que todos os protocolos sanitários determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), bem como o Ministério da Saúde (MS) e Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) estão sendo rigorosamente cumpridos.