Sindicato dos docentes da UFG critica reajuste de 5% proposto por Bolsonaro

De acordo com a entidade, categoria está há mais de cinco anos sem receber qualquer tipo de correção

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg) critica o reajuste de 5% para o funcionalismo público proposto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Na última semana, o Governo Federal decidiu reajustar os salários dos servidores público federais de todas as categorias da administração pública. Segundo a Lei Orçamentária para 2022, aprovada pelo Congresso Nacional, apenas R$ 1,7 bilhão podem ser usadas para a recomposição salarial de servidores públicos. Valor definido pode gerar um gasto de até R$ 6,3 bilhões.

Segundo o sindicato, a categoria está há mais de cinco anos sem receber qualquer reajuste. Desta forma, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) está em mobilização para obter a reposição salarial emergencial de 19,99% para todas as categorias do funcionalismo público federal. Além disso, uma série de paralisação ocorre entre categorias, como a dos servidores do Banco Central, que estão de greve desde o dia primeiro de abril.

No final de março, o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, havia informado que a reposição da inflação para o funcionalismo público federal será decidida até o fim de junho, quando acabar prazo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com isso, em ano eleitoral, reajuste acima da inflação poderão ser concedidos até seis meses antes das eleições, de acordo com a Lei 9.504/1997. Já no final do ano passado, Bolsonaro já havia manifestado plano de destinar verba para reajustar salário apenas para agentes federais de segurança, como policiais, agentes penitenciários e policiais rodoviários federais.

Confira, abaixo, a íntegra do posicionamento da entidade:

O Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), em parceria com a Proifes-Federação e diversas entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), está em mobilização permanente, desde o dia 18 de janeiro, com o propósito de obter a reposição salarial emergencial de 19,99% para todas as categorias do funcionalismo público federal. A categoria está há mais de 5 anos sem receber qualquer tipo de reajuste.

Em nenhum momento o governo se propôs a abrir a mesa de negociação com os servidores, e a imprensa tem noticiado que o governo pretende dar um reajuste de 5% para o funcionalismo público, de maneira linear e sem qualquer diálogo. Pela imprensa, também tomamos conhecimento que poderá haver aumento de R$ 400 no vale alimentação. O último reajuste salarial e no vale alimentação foi no governo da presidenta Dilma. O governo de Jair Bolsonaro promove total desrespeito com os servidores públicos, que amargam um aumento gigantesco no custo da cesta básica, fora o aumento de outras despesas básicas, como: plano de saúde, combustível e educação.

Apenas a inflação acumulada dos últimos 12 meses já é de 11,3%, segundo dados deste ano do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, a defasagem salarial para os docentes das universidades federais já beira os 40%. Outro ponto a ser considerado é que o governo não esclareceu questões fundamentais, como por exemplo se esse reajuste será dado aos aposentados, se será sobre o salário base ou o conjunto dos vencimentos, ou mesmo a partir de quando ele seria incorporado aos salários dos servidores e servidoras.

Por isso, na oportunidade, viemos a público manifestar mais uma vez a nossa insatisfação com esse governo que, sob a gestão de Bolsonaro e Guedes, lesa diariamente a sociedade brasileira, com a perda da soberania nacional, a precarização dos serviços essenciais à população e com os constantes ataques ao serviço público e aos servidores e servidoras.

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