Setor de serviços é o que mais cresce em Goiás, segundo IBGE

Estado foi o terceiro que mais cresceu no comparativo com janeiro de 2021 e o sétimo dos últimos 12 meses

O setor de serviços de Goiás teve alta de 4,5% em janeiro de 2022 frente a dezembro de 2021 e abriu sendo o Estado de maior crescimento do Brasil. Em destaque, os serviços de transporte, auxiliares aos transportes e correio foram os que apresentaram as melhores taxas. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Dentre os setores do ramo de serviços, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foram responsáveis pelas melhores taxas (15,2%). O aumento do índice se justifica pelo desempenho no transporte rodoviário de carga e aéreo de passageiros. Outros avanços foram registrados nos serviços de informação e comunicação (4,9%); dos profissionais administrativos e complementares (7,7%) e dos prestados às famílias (19,4%). Segundo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), “Goiás foi o primeiro estado a começar a agir para minimizar as consequências negativas da crise da Covid-19 na economia local. Não ficamos de braços cruzados”. Caiado destaca que a criação da Secretaria da Retomada foi fundamental para os resultados, bem como o programa social Mais Empregos e Mais Créditos, além de iniciativas da GoiásFomento.
 
De acordo com o IBGE, o setor de serviços de Goiás também apresentou crescimento de 17,5% em janeiro de 2022 quando comparado com janeiro de 2021, ficando na terceira posição do ranking nacional, atrás somente de Mato Grosso (45,8%) e Alagoas (23,0%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, Goiás ficou na sétima posição, com 14,5% de crescimento, atrás de Alagoas (22,8%), Roraima (21,3%), Tocantins (17,7%), Acre (16,3%), Ceará (15,7%) e Santa Catarina (14,7%). Em âmbito nacional, o Brasil começou o ano com um recuo de 0,1% em janeiro frente a dezembro do ano passado, na série com ajuste sazonal, após acumular um ganho de 4,7% nos dois últimos meses do ano passado.
 
Segundo a economista Claudia Moreno, o que mais chama atenção nas atividades que compõem a PMS é o desempenho dos serviços prestados às famílias, que veio mais forte do que se esperava, entretanto, “o resultado está negativo na margem para esse segmento, pois houve queda de 1,4% na comparação com dezembro. Isso pode ser explicado pelo aumento dos casos de Covid-19, que deram sinais de arrefecimento em fevereiro e março”, afirma.
 
A economista explica que essa modalidade de serviço tem peso importante na composição do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e que a tendência é de que os números do Brasil melhorem nos próximos meses. “O dado de serviços prestados às famílias em âmbito nacional é importante porque ele foi um dos mais afetados pela pandemia e tem peso relevante no cálculo do segmento de serviços do PIB. Como essa atividade continua 13% abaixo do patamar pré-pandemia, enxergamos que ainda há espaço para recuperação nos próximos meses”, afirma a economista.

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