Sete vereadores vão à Justiça exigir nova eleição na Câmara de Goiânia

Mandado de segurança proposto por Jorge Kajuru (PRP) recebeu apoio de parlamentares, que denunciam interferências

Ao centro, Jorge Kajuru (PRP), autor do pedido, e os vereadores que o assinam: Elias Vaz (PSB), Milton Mercez (PRP), Cabo Senna (PRP), Priscilla Tejota (PSD), Paulo Magalhães (PSD) e Dra. Cristina (PSDB) | Fotos: Fernando Leite/ Jornal Opção

O imbróglio da eleição da Câmara Municipal de Goiânia ganhou mais uma página nesta segunda-feira (16/1), após o vereador Jorge Kajuru (PRP) protocolar uma ação na Justiça pedindo a anulação do pleito, realizado no dia 1º.

Como apresentada na última semana ao Ministério Público, a denúncia se baseia em uma suposta interferência do setor imobiliário e de interesses privados nas negociações que culminaram na escolha de Andrey Azeredo (PMDB) como presidente do Legislativo goianiense.

Segundo o autor do mandado de segurança, um dossiê de vídeos, imagens e depoimentos dos próprios vereadores comprova que Wladimir Garcêz, preso na Operação Monte Carlo por supostamente ser operador do contraventor Carlos Cachoeira, influenciou diretamente na eleição. Inclusive, teria comandado diversas reuniões — sendo uma delas dentro da Comissão de Constituição da Câmara (CCJ), no dia do pleito.

Além dele, representantes de grandes empresários da construção civil estiveram no plenário e nos corredores da Casa fazendo lobby, complementa.

“São vários os parlamentares que confirmam que o senhor Wladimir Garcêz, sentado ao lado de Andrey Azeredo, decidiu o resultado. Ele liderou reuniões, jantares, em hotéis de Goiânia e, claro, garantiu que sua sobrinha, Sabrina Garcêz, a Cachoeirinha, ficasse com a presidência da mais importante comissão, a CCJ”, asseverou ao Jornal Opção.

Para justificar o pedido de impugnação da eleição do dia 1º, Kajuru elenca, ainda, o regimento da Casa, que impede a presença de pessoas alheias no plenário. “De acordo com o artigo 56 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Goiânia, que trata da realizações de sessões ordinárias, somente podem permanecer na parte interna do plenário, os funcionários para secretariar os trabalhos; representantes da Imprensa e convidados pela Presidência”, lembrou.

Além de Wladimir, o deputado estadual Bruno Peixoto (PMDB); os secretários de Governo e de Planejamento da prefeitura de Goiânia, Samuel Almeida e Agenor Maiano, respectivamente; e a ex-vereadora Cida Garcêz (PMN) teriam ficado até a sessão ser suspensa, por volta de 3 horas da manhã de segunda-feira (2).

Força 

O mandado de segurança impetrado por Kajuru recebeu apoio de pelo menos outros dez vereadores. Seis assinaram em conjunto a ação: Priscilla Tejota (PSD), Dra Cristina (PSDB), Elias Vaz (PSB), Cabo Senna (PRP), Paulo Magalhães (PSD) e Milton Mercez (PRP).

Outros quatro foram arrolados como testemunhas de que, realmente, Wladimir Garcêz e representantes de grupos econômicos comandaram reuniões: Romário Policarpo (PTC), Sargento Novandir (PTN), Wellington Peixoto (PMDB) e Paulinho Graus (PDT).

 

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