Sessão na CCJ que discutia reforma é suspensa, porque deputado goiano estaria armado

Aliados e oposição discutiam na comissão, quando parlamentares começaram a gritar que um parlamentar estaria com porte de arma

A sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara Federal foi suspensa por seu presidente, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), após parlamentares começarem a gritar que o legislador goiano e líder do PSL na Casa, Delegado Waldir, estaria armado. Ele, por sua vez, mostrou o coldre sem arma, negando a acusação da oposição.

Tudo começou após a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) pedir vistas do projeto em discussão no dia — a Reforma da Previdência. A oposição e aliados do governo, então, começaram a discutir ao lado da mesa da presidência. “Um deputado está armado. Fechem as portas e retirem o deputado armado”, começaram a gritar.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) falou sobre o ocorrido no Twitter. “O deputado Delegado Waldir, líder do PSL, foi ARMADO para a reunião da CCJ. Não é tolerável que em uma casa legislativa, teoricamente o lugar de debates e da democracia, ele queira usar da força e da violência”.

https://twitter.com/taliriapetrone/status/1115730156507860994?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Etweet

A deputada Joice Hasselmann (PSL-PR), líder do governo no Congresso, se manifestou sobre o resultado da CCJ, o tumulto de forma genérica, mas não sobre o caso. “Apesar do piti da bancada da chupeta formada pelas escandalosas de sempre (Maria do Rosário, Erika Kokay, Gleisi et caterva), os deputados de bem deram 39 votos a favor da inversão da pauta na CCJ para leitura antecipada do parecer da Nova Previdência”.

Norma da Casa

O regimento interno da Casa proíbe, por meio de seu artigo 271, a posse e porte de deputados. “Excetuado aos membros da segurança, é proibido o porte de arma de qualquer espécie nos edifícios da Câmara e suas áreas adjacentes, constituindo infração disciplinar, além de contravenção, o desrespeito a esta proibição”.

Por outro lado, o deputado em questão é delegado da Polícia Civil. A Lei que regula o porte e o registro de arma de fogo determina que a regulamentação para algumas categorias profissionais fique sob a responsabilidade das respectivas instituições.

Depois de 20 minutos, a sessão foi retomada. Delegado Waldir reiterou que não portava arma e mostrou o coldre para provar.

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Samuel Pessoa

Fez bem o delegado Waldir, cercado dessas ameaças a sua integridade, gritando histéricas o tempo todo ! Essa oposicao age como o Hamas, poe as mulheres na frente de combate para se apresentar depois como vitimas , mesmo modus operandi.