SES-GO rebate críticas do Cremego e diz que tem buscado soluções para Saúde do Estado

Secretaria Estadual de Saúde disse, ao Jornal Opção, que a gestão Caiado tem trabalhado com estratégias ancoradas nos pilares da regionalização, regulação e eficiência operacional dos hospitais

Após a publicação da carta aberta divulgada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) na manhã da última terça-feira, 16, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) se pronunciou sobre o assunto. Por meio de nota, a SES-GO rebateu as duras críticas feitas pelo Cremego e argumentou dizendo que a gestão da pasta tem buscado solução para aumentar a oferta dos serviços de saúde, em especial os pediátricos.

“Na semana passada, o governador Ronaldo Caiado (Dem) e o secretário Ismael Alexandrino ativaram mais 55 leitos pediátricos no Hugol, sendo 45 de internação e 10 de UTI. A medida faz parte das ações adotadas para desafogar o atendimento no Hospital Materno Infantil, unidade referência em pediatria em Goiás”, destaca o documento.

Sobre a regulação de pacientes, segundo a SES, a atual gestão tem mantido diálogo com o município de Goiânia. “Um dos principais desafios é alinhar a visão atual com a regulação da capital, de Aparecida de Goiânia e de Anápolis. Está sendo desenhado pelo Estado uma nova modelagem para estruturar a regulação de vagas; a expectativa é de que, nos próximos seis meses, seja aplicado um sistema macro, com um pensamento mais amplo e unificado”. A secretaria assegurou ainda que “a equipe técnica está estudando e formatando os processos, a capacidade instalada e avaliando o que o Estado pode oferecer na regulação de pacientes”.

Outro ponto comentado pela pasta está relacionado ao foco na regionalização da saúde. Sobre o assunto, a secretaria informou que, nesse cenário, as policlínicas – chamadas em Goiás de Unidade de Saúde Especializadas (USE) – terão um papel fundamental. “Atenderão no nível secundário e terciário que não exijam internação. Até o final deste semestre, três policlínicas devem ser inauguradas em cidades estratégicas no interior de Goiás, totalizando, até o final da gestão, 17 unidades”. 

Sobre o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), a SES informou que a unidade está realizando novo chamamento público. “A nova modelagem do contrato indica uma redução ainda maior, na ordem de R$ 5 milhões. A ideia é que todas os contratos sejam revistos e desenvolvidos com essa dinâmica. Essas alterações vão permitir, por exemplo, o aumento significativo da realização de cirurgias eletivas no Estado e ofertar serviços alinhados as necessidades da população”. 

Outra prioridade da pasta é a renovação dos contratos de gestão com as Organizações Sociais (OSS) que administram os hospitais do Estado “com um olhar na otimização dos recursos públicos e ampliação dos serviços e da produção hospitalar”. “Com essa lógica, a renovação do contrato da OS que administra o Hospital Alberto Rassi (HGG), por exemplo, teve redução no valor global de 18%, o que corresponde a cerca de R$ 3 milhões, e um incremento no número de cirurgia de 62%”, destacou.

Por fim, a secretaria reforçou que a atual gestão “tem trabalhado com estratégias ancoradas nos pilares da regionalização, regulação e eficiência operacional dos hospitais para melhorar a Saúde Pública de Goiás”, pontuou.

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