Servidores do Judiciário paralisam atividades contra o pagamento retroativo do auxílio-moradia aos juízes

O presidente do Sindjustiça, Fábio Queioz, afirma que o valor deverá ser pago pelos que “trabalham pela Justiça e por aqueles que dela dependem para dar resposta a suas demanda”

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Tribunal de Justiça do Estado de Goiás | Foto: Divulgação/ Sindjustiça

O Sindicato dos Servidores e Serventuários da Justiça do Estado de Goiás (Sindjustiça) organiza ato em repúdio à decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) de executar o pagamento retroativo a 60 meses do auxílio-moradia aos magistrados, no valor de R$ 4.377,73 mensais. Nesta quarta-feira (17/12), haverá paralisação geral das atividades em todo o Estado com mobilização em Goiânia.

Em nota de empenho emitida no dia 26 de novembro, o TJGO solicitou a liberação de valores do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Sistema de Justiça do Estado de Goiás (Fundesp) para quitar o pagamento retroativo do auxílio-moradia dos juízes aos exercícios de 2008 a 2012. Essa movimentação já estava prevista na Resolução nº 25/2014, aprovada pela Corte Especial em outubro, que determinou a elevação do benefício a ser pago aos magistrados goianos ao valor recebido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente do Sindjustiça, Fábio Queiroz, lembra que a cúpula do TJGO precisou de apenas oito dias para aprovar o aumento do auxílio-moradia dos juízes. “As consequências acabam transformando-se em um ônus a ser pago por todos aqueles que trabalham pela Justiça e também por aqueles que dela dependem para dar resposta a suas demandas”, argumentou o líder classista.

Por meio de nota, a Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) disse que “sempre apoiou as lutas dos servidores do Judiciário por melhores condições de trabalho”, e com relação ao pagamento retroativo do auxílio-moradia aos juízes, a associação afirmou que é “um direito da magistratura, resguardado em lei” e que o TJGO está cumprindo decisão prolatada pelo Supremo Tribunal Federal e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Alberto Nery

E depois nossos magistrados querem que a população acredita no nosso judiciário. A lei foi feita só para eles e mais ninguém.
Isso não pode chamar de pouca vergonha, mais sim de falta de caráter. Tirando os parlamentares, quem nesse país tem tantas regalias?

NágelaGaia

Morri de vergonha dos nossos juízes agora. Sem mais.