Senado decide futuro de Dilma nesta terça-feira

Parlamentares votam relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) que recomenda que presidente afastada seja formalmente julgada pelo crime de responsabilidade

Foto: Beto Barata/Agência Senado

São necessários pelo menos 54 votos favoráveis ao relatório de Anastasia | Foto: Beto Barata/Agência Senado

Os senadores federais decidem, na manhã desta terça-feira (9/8), se o processo de impeachment avança para a fase final, de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Se a maioria simples deles julgar procedente a denúncia de que ela cometeu crime de responsabilidade fiscal, tese defendida pelo relator do processo na Comissão do Impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG), ela será oficialmente levada à juri.

Serão necessários pelo menos 54 votos favoráveis ao relatório de Anastasia e, se aprovado, ela deve ser julgada até o fim do mês. Na sessão desta terça-feira (9), o relator defende sua posição e, em seguida, cada senador tem dez minutos de fala. Depois de terminadas suas manifestações, a acusação e a defesa terão 30 minutos para apresentar suas considerações finais.

A expectativa é de que as votações sejam concluídas no máximo até a madrugada. Na Comissão do Impeachment, foram 55 votos contrários a Dilma e 22 à favor e a expectativa do presidente interino, Michel Temer (PMDB) é que esse número salte para 60 no plenário da casa.

Crime de responsabilidade fiscal

Afastada da presidência desde 12 maio, Dilma Rousseff (PT) é acusada de crime de responsabilidade fiscal por ter editado decretos orçamentários sem autorização do Congresso e, ainda, por ter feito operações de crédito entre o Tesouro e o Banco do Brasil. Para seus opositores, ela agiu conscientemente para tentar mascarar resultados negativos nos cofres públicos durante o período eleitoral.

Seus defensores, no entanto, argumentam que estas medidas são comuns, não foram de responsabilidade direta de Dilma e fazem parte de um processo de golpe orquestrado pelo presidente interino e pelo o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Senadores aliados à Dilma pretendem, inclusive, adiar a votação questionando a legitimidade de Temer para ocupar o cargo, já que ele foi citado na Operação Lava Jato.

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