Não tenho biometria, posso votar em 2026? Veja o que diz a Justiça Eleitoral
10 setembro 2026 às 15h04

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A ausência de biometria cadastrada não impede o eleitor de votar nas Eleições 2026. Quem estiver com o título em situação regular poderá comparecer às urnas normalmente, mesmo sem ter feito a coleta das impressões digitais pela Justiça Eleitoral.
Nesse caso, será necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto na seção eleitoral. A biometria funciona como uma camada adicional de segurança para confirmar a identidade e evitar que uma pessoa vote no lugar de outra, mas não é uma condição obrigatória para participar do pleito.
O que acontece se a biometria não funcionar?
Para quem possui biometria cadastrada, a identificação é feita pela impressão digital armazenada no banco de dados da Justiça Eleitoral.
No momento da votação, podem ser realizadas até quatro tentativas de reconhecimento no leitor biométrico. Se nenhuma delas funcionar, o eleitor não perde o direito ao voto.
Nessa situação, será necessário apresentar um documento oficial com foto. O mesário também poderá fazer perguntas para confirmar a identidade antes de liberar a urna.
Quem não cadastrou biometria também pode ser identificado pela digital
Há ainda casos em que o eleitor nunca realizou a coleta diretamente em um cartório eleitoral, mas poderá ser identificado biometricamente no dia da eleição.
Isso ocorre porque a Justiça Eleitoral pode importar dados biométricos mantidos por outros órgãos públicos. O procedimento integra o Projeto de Importação de Biometria de Órgãos Externos (Bioex), desenvolvido a partir de acordos de cooperação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre as bases que podem fornecer informações está a da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), além de órgãos de identificação vinculados às secretarias de Segurança Pública.
Em São Paulo, aproximadamente 3,8 milhões de eleitores, o equivalente a 11,1% do eleitorado, ainda não possuem biometria coletada diretamente pela Justiça Eleitoral.
Quando uma biometria importada é utilizada com sucesso para liberar a urna, os dados são validados. Com isso, o eleitor não precisa posteriormente procurar o cartório apenas para repetir a coleta.
O compartilhamento dessas informações está previsto na Resolução TSE nº 23.659/2021 e deve observar as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como saber se tenho biometria cadastrada?
A consulta pode ser feita pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE. O eleitor deve acessar a área de consultas, selecionar a opção referente à situação do título e informar o CPF ou o número do título de eleitor.
O sistema apresenta tanto a situação do documento quanto as informações relacionadas à identificação biométrica.
Outra alternativa é consultar o aplicativo e-Título. Quando a biometria foi realizada pela Justiça Eleitoral, a fotografia do eleitor aparece na versão digital do título.
Ainda dá tempo de cadastrar a biometria para votar em 2026?
Não antes das eleições de outubro. O prazo para realizar a coleta biométrica terminou em 6 de maio, juntamente com o fechamento do cadastro eleitoral.
A legislação determina que o cadastro seja fechado 150 dias antes do primeiro turno. Durante esse período, ficam suspensos serviços como emissão do primeiro título, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados e coleta biométrica.
Em 2026, o cadastro permanece fechado entre 7 de maio e 2 de novembro, conforme o calendário estabelecido pelo TSE.
Os serviços serão retomados a partir de 3 de novembro, após as eleições. A partir dessa data, quem ainda não possui biometria poderá procurar a Justiça Eleitoral para realizar o procedimento.
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