Secretário diz que Procuradoria vai recorrer judicialmente contra interdição do Materno Infantil

Para Ismael Alexandrino, ‘interdição é midiática, desproporcional e não razoável’

Foto: Divulgação

O secretário de Saúde do Estado de Goiás, Ismael Alexandrino, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, 1º, sobre a situação do Hospital Materno Infantil (HMI). À imprensa o secretário disse que a Procuradoria do Estado vai recorrer judicialmente para evitar “interdição midiática, desproporcional e não razoável” da unidade.

O titular da SES-GO lembrou que, caso o HMI seja fechado, além do enorme prejuízo aos pacientes atendidos, também haverá um impacto financeiro porque será rompido o contrato milionário com a organização social que gere a unidade. Soma-se a isso, a questão dos celetistas, que sofrerão demissão em massa.

Com essa fala, o secretário diz que não está deixando de assumir os problemas estruturais, no entanto, essas falhas não justificam uma medida tão drástica. “Para onde vamos mandar as pessoas que estão internadas lá?”, indagou.

Ismael negou a informação de que faltam insumos na unidade. Segundo ele, está tudo certo na farmácia e os pacientes têm acesso a remédios e bom atendimento. “Tenho certeza que foram bem atendidos e tiveram seus remédios, mesmo com uma estrutura, que, reconheço, não é adequada, por ser um prédio muito antigo”, explicou.

Soluções

“Estamos atacando os problemas que foram citados, judicialmente entraremos com uma ação cautelar para que haja uma nulidade deste termo de interdição. A parte elétrica está sendo revisada, em relação aos containers entramos em contato com a área de manutenção para que sejam climatizados”, explicou Ismael. Em relação à organização dos insumos nos postos de enfermagem serão realizadas melhorias, disse o secretário.

A Secretaria de Saúde planeja ainda a construção de um novo hospital com uma estrutura duas vezes maior que a do Materno Infantil nos próximos dois a três anos. “Estamos avaliando terrenos, em seguida projetos e a verba de aproximadamente R$ 150 milhões já foi pedida à bancada federal”, disse o titular da Saúde em Goiás.

HMI

Hoje o Materno Infantil tem 159 leitos, sendo 25 UTIs no total (10 neonatal, 10 pediátricas e 5 maternas), número considerado insuficiente pelo secretário. A unidade atendeu na porta 3993 pacientes no mês de março e 4 mil em abril. Com a abertura de leitos no Hugol, a capacidade pediátrica do Materno dobrou, explicou o secretário ao afirmar que pedido de interdição não levou em conta as ações do governo para ampliar atendimento pediátrico.

Caso o HMI feche, Ismael ressalta que terá que mandar a demanda pra o Hugol, que não dá conta de atender à demanda. “A interdição também impactaria na vida dos pacientes que terão tratamentos interrompidos”, destacou o secretário ao repetir que considera a medida midiática, pelo fato de ter sido divulgada primeiramente na imprensa e só depois entregue a notificação para a SES-GO.

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