Secretário diz que é “impossível” entregar BRT Norte-Sul em março de 2019

Fernando Cozzetti (Infraestrutura) participou da comissão temporária que investiga o projeto na capital 

CET da BRT Norte-Sul nesta terça-feira (25/4) | Foto: reprodução

O secretário de Infraestrutura de Goiânia, Fernando Cozzetti, afirmou, durante comissão temporária, que é “impossível” que o projeto do BRT Norte-Sul seja entregue até março de 2019.

Apesar de dizer que trata-se de uma “prioridade” para a atual gestão da Prefeitura de Goiânia, “várias interferências burocráticas e climáticas” podem atrasar todo planejamento. Segundo ele, foi feito um financiamento com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 100 milhões para que as contrapartidas previstas ao município sejam honradas.

O secretário foi sabatinado por quase duas horas pelos membros da Comissão Especial que investiga irregularidades no BRT Norte-Sul. O presidente da comissão, vereador Alysson Lima (PRB), demonstrou preocupação com a possibilidade de superfaturamento na obra — orçada inicialmente em R$ 242 milhões. (As informações são da assessoria de imprensa do vereador Alysson Lima)

A obra

Patrocinada pelo governo federal, a obra do BRT é um dos principais projetos da gestão do ex-prefeito Paulo Garcia (PT). O corredor exclusivo de transporte coletivo terá 21,8 quilômetros de extensão, do Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, até o Terminal Recanto do Bosque, na Região Noroeste de Goiânia. Serão 148 bairros atendidos, com expectativa de 120 mil usuários por dia.

Segundo o projeto, não somente vai mudar o transporte coletivo de Goiânia, mas também influenciará no aspecto urbanístico da cidade. As calçadas, por exemplo, serão refeitas, padronizadas com acessibilidade total dentro de critérios ambientais. A obra vai impactar na organização do trânsito e proporcionará mais segurança viária, já que todo o trecho receberá nova iluminação, sensores e câmeras de monitoramento com funcionamento 24 horas.

Orçado em R$ 242,4 milhões, este é o maior investimento em mobilidade urbana da história de Goiânia e deverá corrigir o desequilíbrio existente no sistema de transporte da capital, já que a maioria dos corredores da cidade é no sentido Leste-Oeste. O projeto prevê um corredor exclusivo e vai demandar a construção de três novos terminais (Correios, Rodoviária e Perimetral), além da reconstrução dos terminais Isidória e Recanto do Bosque, mais a adaptação do terminal Cruzeiro. Ao todo, serão 39 estações de embarque e desembarque com atendimento em 148 bairros de Goiânia e Aparecida de Goiânia.

A frota completamente nova será composta por 82 veículos, dos quais 30 serão articulados e outros 52 convencionais, capazes de transportar até 12 mil passageiros por hora em horário de pico. O Centro de Con­trole e Monitoramento será responsável pelo domínio dos horários das viagens nos terminais, supervisão da operação das linhas, entre outras atividades de inspeção operacional. Haverá, ainda, o serviço de informação eletrônica aos passageiros, segundo o projeto original.

 

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