Saneago contesta pedido do MP para suspender tarifa de esgoto em Goiânia

Presidente da estatal garantiu que nem sequer foi consultado pelo Ministério Público e afirmou que o laudo que baseou a ação não bate com os números da estatal

Jalles Fontoura, presidente da Saneago | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

O presidente da Saneago, Jalles Fontoura, contestou na tarde desta quarta-feira (13/6) recomendação recente do Ministério Público de Goiás pela imediata suspensão da tarifa de tratamento de esgoto imposta aos consumidores da capital atendidos pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dr. Hélio Seixo de Brito.

O pedido, feito em caráter de urgência, requer que a medida se mantenha até que situação seja regularizada. Na ação, proposta pelas promotoras de Justiça Maria Cristina de Miranda e Marísia Sobral Massieux, é sustentado que a ETE, a qual atende mais de 75% dos consumidores que têm esgoto tratado em Goiânia, não vem cumprindo os parâmetros mínimos de eficiência.

A argumentação sobre esta situação é embasada em perícia ambiental feita pelo Polícia Técnico-Científica de Goiás com laudo referente à ETE, em Goiânia, o qual aponta que a unidade “não apresenta eficiência suficiente, visto que o efluente lançado no Rio Meia Ponte incrementa os níveis de poluição deste e eleva os riscos à saúde humana, com funcionamento da atividade se dando em desacordo com normas regulamentares e legais pertinentes”. Leia sobre o laudo no Saiba Mais.

Em resposta, Jalles garantiu que nem sequer foi consultado pelo Ministério Público e afirmou que o laudo em questão não bate com os números da estatal. “Nós fazemos diariamente, essa é a nossa missão, nós passamos relatório para a Secima várias vezes por mês e nós estamos rigorosamente dentro da legislação. Não há possibilidade de a gente estar fazendo uma retirada fora das regras, ou seja, 39% é um número que não está nas nossas medições”, argumentou.

“Isso é desinformação. A ETE trata e retira 50% no mínimo da carga orgânica no caso da ETE de Brito. No outro caso, no Parque Ateneu, até mais do que isso. Então, ela está cumprindo o projeto para o qual ela foi feita e está funcionando exatamente dentro da legislação que exige dela 50% no mínimo de recolhimento”, completou.

Em nota, a Saneago reiterou que não há nenhuma irregularidade  na cobrança pelo serviço de esgoto e vai aguardar ser notificada. Confira a íntegra abaixo:

A Saneago contesta o laudo produzido pela Polícia Técnico Científica, no qual a segunda amostra, coletada em 21 de março de 2018, apresenta o índice de 38,6% de remoção da DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Em contraprova (amostra colhida pela Saneago no mesmo momento da coleta realizada pela polícia), o índice apurado pelos técnicos da companhia foi de 57%. Em uma coleta anterior, da Polícia Técnica, em outubro de 2017, o índice levantado foi de 78%, o que foi desconsiderado no processo.

Quanto à suspensão da cobrança da tarifa de tratamento de esgoto, a Saneago ainda não foi oficialmente notificada pelo Ministério Público. A Saneago entende que não há nenhuma irregularidade na cobrança pelo serviço de esgoto e vai aguardar ser notificada.

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