Parlamentar garante que perdeu garantias partidárias sem apoio do ex-ministro da Fazenda no partido

A vereadora Sabrina Garcêz (Republicanos) afirmou que a saída do ex-ministro da Fazenda e Secretário da Fazenda do Governo de São Paulo, Henrique Meirelles (UB), a deixou desprotegida dentro do PSD, que não tem mais a filiação de nenhum dos dois. “A saída pesou no sentido que ele conseguiria me dar garantias partidárias que até então eu não tinha no meu projeto como pré-candidata”, explica a vereadora.

Até março, o nome de Meirelles era cotado para disputa ao Senado por Goiás, até que ele deixou a corrida para filiar-se ao União Brasil para, provavelmente, concorrer às eleições em São Paulo. Durante a fase de pré-campanha em Goiás, Sabrina teve papel atuante nas articulações, mas afirma que era excluída das conversas partidárias sobre outras questões, como debates sobre chapas proporcionais, por exemplo. “Já existia esse processo do partido me excluir. Ele [Meirelles] não estando lá, e eu já entendendo a atuação do partido em relação à minha candidatura, entendi que poderia estar desprotegida”, comenta.

Sem as seguranças oferecidas pela presença de Henrique Meirelles, Sabrina Garcêz apostou no Republicanos para disputar mandato na Câmara Federal. A parlamentar destaca que ainda mantém boa relação com o ex-ministro, mas sem o projeto do aliado em Goiás tem se dedicado a caminhar pelo Estado para trabalhar na própria pré-candidatura. “A candidatura dele era um passo principal do meu projeto político. Como não tem isso, agora posso focar só na minha agenda e na do Republicanos”, afirma.