Rússia testa “Satanás 2”, míssil nuclear que Putin chama de “o mais poderoso do mundo”
12 maio 2026 às 19h07

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O míssil nuclear chamado Sarmat, apelidado de “Satanás 2” por militares da Otan, teve um novo teste bem-sucedido nesta terça-feira, 12. O Kremlin descreve o armamento como “o míssil mais poderoso do mundo”.
Ele foi criado para substituir os antigos mísseis soviéticos Voyevoda e modernizar o arsenal russo. A previsão é que entre oficialmente em operação até o fim de 2026.
O apelido “Satanás 2” surgiu porque o míssil é sucessor do modelo soviético R-36M Voyevoda, conhecido no Ocidente como “SS-18 Satan”. A Rússia não utiliza essa nomenclatura oficialmente, mas o nome foi popularizado pela imprensa internacional devido ao potencial destrutivo do equipamento.
Vladimir Putin afirma que a potência do Sarmat é superior à dos modelos ocidentais e que o alcance pode chegar a 35 mil quilômetros. O líder do Kremlin declarou: “A potência total da carga nuclear transportada supera em mais de quatro vezes a potência de qualquer equivalente ocidental existente”.
Putin também afirmou que o míssil pode superar todos os sistemas atuais e futuros de defesa antimísseis. Especialistas bélicos ocidentais, no entanto, questionam as alegações russas sobre a capacidade do Sarmat.
As declarações aumentam ainda mais as tensões geopolíticas em meio à invasão russa da Ucrânia e aos movimentos estratégicos dos Estados Unidos em outras regiões do mundo. Putin declarou: “Fomos obrigados a pensar em garantir nossa segurança estratégica diante da nova realidade”.
Veja o vídeo do teste do míssil:
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