Ronaldo Caiado se omite sobre demissão de médicos em Goiânia

Durante campanha de 2016, o senador do DEM chegou a se reunir com categoria para defender Iris como “solução para os problemas da categoria”

Caiado durante encontro com médicos em 2016 | Reprodução/Facebook

Médico e recorrente defensor dos interesses da classe, o senador Ronaldo Caiado (DEM) ainda não se pronunciou sobre a decisão da Prefeitura de Goiânia em rescindir o contrato de 480 médicos da rede de saúde pública.

Durante campanha de 2016, o senador, que apoiou a candidatura do peemedebista Iris Rezende, chegou a se reunir com o Comitê das Entidades Médicas de Goiás e defender o decano como solução para os problemas da categoria. Publicação em uma rede social do democrata deixa claro o então posicionamento do parlamentar. “A postura de Iris sempre foi de respeitar a nossa classe de médicos”, disse à época.

Vale lembrar que a valorização dos profissionais da saúde sempre foi uma das bandeiras levantadas pela campanha do PMDB em 2016 (Veja publicações abaixo). Agora, médicos credenciados ao sistema de saúde pública da capital relatam até mesmo ameaças por pessoas ligadas à gestão.

Publicada no Diário Oficial de quinta-feira (23), a ordem para a “demissão em massa” fez com que a categoria se mobilizasse na tentativa de negociação com a gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB). Segundo a SMS, para continuar atuando no município, os médicos dispensados devem procurar a secretaria até o final dessa semana para aderir a um novo tipo de acordo contratual, o qual a categoria rejeita.

Entre os pontos considerados prejudiciais pelos médicos no novo contrato, estão o estabelecimento de multas em caso de faltas, a redução de salário em termos reais e a impossibilidade de escolha do local de trabalho. A categoria tem reforçado que não está atrás de reajuste salarial, e sim de condições mais dignas de trabalho.

O Jornal Opção entrou em contato com a assessoria do senador Ronaldo Caiado (DEM) durante a manhã desta segunda-feira (27). Foi informado à reportagem, entretanto, que o democrata estava com agenda cheia e, até a publicação desta matéria, não houve retorno.

A reportagem também procurou o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) que informou, por sua vez, que, apesar de ser a entidade representativa dos médicos, não iria se pronunciar sobre o caso.

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