Revoltados, moradores de Buriti (MA) tentam agredir juiz e ateiam fogo em fórum

O grupo de aproximadamente 12 pessoas não aceitou a decisão que julgou improcedente o pedido de cassação do prefeito da cidade

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O processo de cassação do prefeito de Buriti, cidade do interior do Maranhão, terminou com o incêndio do Fórum Desembargadora Maria Madalena Alves Serejo na última terça-feira (20/1).

Após decisão do juiz eleitoral da cidade Jorge Sales Leite que julgou improcedente dois pedidos de cassação do prefeito Rafael Mesquita Brasil (PRB), um grupo de aproximadamente 12 pessoas armadas com facões e machados se dirigiu ao fórum da cidade para pressionar o juiz pela decisão.

O grupo teria tentado agredir o juiz e, de acordo com o promotor Clodoaldo Nascimento Araujo, acabou ateando fogo no fórum. O incêndio acabou atingindo móveis, documentos, computadores e urnas eletrônicas.

Segundo o promotor, como esse foi um ataque à Justiça Eleitoral é a Polícia Federal (PF) que vai assumir as investigações do caso. Ele afirmou que a perícia já foi feita e que até a tarde desta quarta-feira (21/1) cinco suspeitos de participarem da ação já foram presos.

Entenda o caso

O Ministério Público Eleitoral denunciou Rafael Mesquita Brasil, seu vice Raimundo Nonato Mendes Cardoso (PRB), o ex-prefeito Francisco Evandro Freitas Costa Mourão (PRB) e a ex-primeira dama de Buriti Ivonilce Farias Mourão pelo crime de compra de votos.

A representação foi feita com base em depoimentos de dois eleitores que disseram que os representados haviam comprado seus votos. O juiz Jorge Sales Leite julgou, na última terça-feira,  a ação improcedente pela escassez e fragilidade de provas, já que “apesar dos fortes indícios” nos autos constavam apenas a palavra da eleitora contra a de Ivonilce Mourão.

Ainda na terça, o juiz eleitoral de Buriti julgou improcedente outra ação movida contra o prefeito da cidade. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo candidato à prefeitura derrotado em 2012, Naldo Batista, também acusava Mesquita de compra de votos.

Além disso, Naldo acusou o ex-prefeito de abusar de seu poder e destinar bens públicos para a campanha do atual prefeito.

O juiz julgou a ação improcedente “diante da fragilidade probatória e da ausência de demonstração de abuso do poder político, econômico ou autoridade, e ainda da captação ilícita de sufrágio”.

Esta foi a terceira vez que a Justiça Eleitoral julgou o mandato de Rafael Mesquita em pouco mais de dois anos. Nas decisões anteriores o prefeito foi cassado, mas conseguiu reverteu a decisão no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MA).

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