Eles foram considerados responsáveis pelo pelo prejuízo de quase R$ 1 bilhão que os cofres públicos vem sofrendo com a paralisação e cancelamento de 116 obras púbicas

CEi das Obras Paradas em visita a construção do Hospital e Maternidade Oeste | Foto: Divulgação

Foi apresentado nesta segunda-feira, 17, o relatório final da CEI das Obras Paradas. O relator, vereador Eduardo Prado (PV), concluiu pela  responsabilização do prefeito Iris Rezende e três secretários:  Dolzonan Matos, de Infraestrutura; Fátima Mrué, da Saúde; e Marcelo Ferreira da Costa, da Educação.

Eles foram considerados responsáveis pelo pelo prejuízo de quase R$ 1 bilhão que os cofres públicos vem sofrendo com a paralisação e cancelamento de 116 obras púbicas na capital. O relatório final da CEI será votado pelos membros da comissão na próxima quinta-feira, 20, e depois de aprovado, será encaminhado ao Ministério Público.

A CEI das Obras Paradas, presidida pelo vereador Alysson Lima, investigou durante oito meses as causas e consequências da paralisação de diversas construções na capital. As informações iniciais eram de que 40 obras estariam nesta situação, mas no decorrer dos trabalhos se apurou que o número era quase três vezes maior.

No relatório final, o Delegado Eduardo Prado ressalta as grandes dificuldades encontradas para fazer os levantamentos, já que a prefeitura não enviou boa parte dos documentos solicitados e o prefeito Iris Rezende, convidado duas vezes a prestar esclarecimentos, não compareceu.

O ponto positivo foi a retomada, a partir dos trabalhos da CEI, de algumas obras que estavam paradas, como a do BRT, a da Maternidade Oeste e a da Casa de Vidro.

Para o presidente da comissão, Alysson Lima é importante que as autoridades sejam responsabilizadas pelos seus atos porque a população está pagando duas vezes pelas mesmas obras, uma clara situação de leviandade com os recursos públicos.