“Reforma administrativa não corta custos”, afirma Gustavo Sebba


“A reestruturação, por si, aumenta os custos mensais em R$ 323.932,48”, diz

Foto: Divulgação

O deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB) é um dos críticos da Reforma Administrativa enviada pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) à Assembleia Legislativa na terça-feira, 22. Ele questiona a justificativa de corte de gastos, em detrimento da criação de cargos e secretarias.

“Ela não reduz custos, isso só ocorre se houver corte de comissionados, o que ele pode fazer ou não. Já as novas secretarias e cargos só aumentam os gastos”, afirma. Para Sebba, o problema está na razão apresentada pelo democrata para fazer passar a proposta, que não se sustenta.

“Ele está com esse discurso de terra arrasada, que não tem dinheiro para fazer nada, para pagar salários, mas de repente tem para criar pastas”, explica. O deputado considera que isso demonstra uma incoerência no discurso da gestão atual, que insiste que o Estado está quebrado.

“Eu não sou contra a criação de uma Secretaria de Agricultura, por exemplo, mas que ele diga o porquê real de propô-la e não diga que é reajuste das contas”, afirma. Para comprovar essa afirmação, o peessedebista demonstra os números apresentados no texto.

Segundo ele, foram extintos 32 cargos da estrutura de governo e criados 56. Desses, 33 receberão R$ 4 mil, outros oito, R$ 10 mil e os 15 restantes devem ganhar acima disso, por serem superintendentes, chefes de gabinete e secretários de estado.

“O governador propõe extinguir cargos como Diretor de Unidade Escolar, Secretário de Unidade Escolar, Supervisor de Ações Programáticas do Goiás na Frente e Secretário Extraordinário. Além destes, outros são extintos e recriados em outras secretarias, mas não há alterações substanciais. Pelo contrário, são criados novas pastas e novos cargos”, afirma.

Para Sebba não há reestruturação econômica, como é justificado por Caiado. “Trará economia de R$ 98 mil mensais, mas isso será condicionado ao contingenciamento de 20% dos comissionados, a reestruturação, por si, aumenta os custos mensais em R$ 323.932,48”, diz.

O deputado, que se considera oposição construtiva, reforça sua crítica ao tom usado pelo governador. “É um discurso de politicagem para ganhar tempo e jogar a culpa em outros governos, mas desde a campanha ele dizia que o Estado estava quebrado e que ele seria o único que conseguiria resolver, mas não é o que temos visto”, pontua.

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