Recomendação do MPGO é acatada e áreas verdes no Parque das Laranjeiras seguem preservadas em Goiânia
05 maio 2026 às 10h05

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O projeto de reurbanização que ameaçava áreas verdes no Parque das Laranjeiras foi arquivado, já que a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) acatou as recomendações do Ministério Público de Goiás (MPGO). Em virtude dessa decisão, nenhuma intervenção que suprima gramados, árvores ou espaços de lazer será executada na região; contudo, uma única obra pontual está mantida: a construção de uma rotatória nas proximidades do Parque Municipal Sabiá.
O promotor de Justiça Juliano de Barros Araújo, titular da 15ª Promotoria da capital, confirmou a informação ao Jornal Opção, ressaltando que a SET respondeu positivamente aos pareceres técnicos que embasaram a recomendação.
“A PGM solicitou mais prazo, mas apresentou a resposta da SET, que informou que pretende acatar os pareceres técnicos que basearam a recomendação (não vai ter projeto em áreas verdes) e que somente fará uma intervenção de uma rotatória próximo ao Parque Sabiá, na própria rua. A SET enviou a mesma resposta”, declarou o promotor.
O que motivou a medida do MPGO?
Tudo começou no dia 15 de abril, quando o órgão instaurou o Procedimento Preparatório nº 202500681558. Na ocasião, moradoras e moradores denunciaram um projeto de reurbanização da Prefeitura de Goiânia que previa a remoção de gramados e árvores antigas, a supressão de um playground e a transformação de jardins frontais em áreas pavimentadas.
Diante disso, o promotor Juliano de Barros Araújo enviou recomendações ao prefeito Sandro Mabel e aos secretários Francisco Elísio Lacerda (Infraestrutura Urbana) e Francisco Tarcísio Ribeiro de Abreu (Engenharia de Trânsito), pedindo que o Município se abstivesse de qualquer intervenção que eliminasse áreas verdes, canteiros centrais ou espaços de lazer no setor, especialmente no trecho da Avenida Flamboyant entre a Praça das Mangueiras e a Alameda dos Rouxinóis.
As recomendações, vale ressaltar, foram baseadas em pareceres técnicos dos próprios órgãos municipais e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), os quais demonstraram os impactos negativos do projeto original sobre o caráter residencial do bairro e o convívio cotidiano de crianças, adultos e animais de estimação.
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