Atividade física reduz o risco de mortalidade em até 25% e promove o envelhecimento saudável, aponta estudo
05 maio 2026 às 08h41

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Um estudo longitudinal com 15 mil brasileiros comprovou que a atividade física representa o melhor investimento para o envelhecimento saudável. Essa conclusão se sobressaia quando se analisa os dados de 2024: a cada 15 minutos, o Brasil registrou quatro mortes que poderiam ter sido evitadas se a atividade física fizesse parte da rotina dessas pessoas.
De acordo com os pesquisadores do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), a inatividade física já configura uma pandemia, com impactos profundos na saúde coletiva. O projeto, financiado pelo Ministério da Saúde e apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), acompanha 15 mil voluntários em seis estados há mais de 15 anos.
Diferente das nações europeias que enriqueceram antes de envelhecer, no Brasil o processo ocorre em meio a desigualdades sociais persistentes.
Contrariando o senso comum, a aposentadoria frequentemente reduz o nível de movimento. Consequentemente, a inatividade física aumenta em 65% entre homens e 55% entre mulheres após a saída do mercado de trabalho.
Por outro lado, a prática regular atua como um “polifármaco” natural, gerando benefícios multissistêmicos. Por exemplo, atingir os 150 minutos semanais de atividade moderada da Organização Mundial da Saúde (OMS) está associado a um risco de mortalidade 25% menor em cinco anos. Na prática, para cada quatro mortes entre sedentários, ocorrem apenas três entre indivíduos ativos.
Além disso, acumular cerca de 7 mil passos por dia pode reduzir a mortalidade pela metade, enquanto o exercício físico preserva a cognição e protege o coração.
Para democratizar esse acesso, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com o programa Academia da Saúde e com o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que orienta que “todo passo conta”.
O ELSA-Brasil relata ainda que o ambiente urbano também faz diferença: morar perto de áreas verdes e com boa infraestrutura aumenta em 69% a probabilidade de praticar exercícios no lazer.
Um dos achados mais encorajadores do estudo quebra o mito do “tempo perdido”: substituir apenas 10 minutos diários de sofá por movimento moderado já reduz o risco de morte em 10% no curto prazo.
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