Pesquisadora da UFG é apontada como Liderança na Química em 2022

Carolina Horta Andrade já teve seu trabalho internacionalmente reconhecido pela Sociedade Americana de Química, L’Oreal, Unesco e outros

Ainda em 2014, Carolina Andrade foi tema de matéria no Jornal Opção | Foto: Ângela Scalon

Carolina Horta Andrade é professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (FF-UFG) e recebeu o 5ª Prêmio Mulheres Brasileiras na Química. A doutora em em Fármacos e Medicamentos é líder do Grupo de Pesquisa LabMol (Laboratório de Planejamento de Fármacos e Modelagem Molecular) e foi reconhecida na categoria Líder Emergente pelas entidades que concedem a honraria – Sociedade Americana de Química (ACS, sigla em inglês), e Sociedade Brasileira de Química (SBQ).

Na comunidade científica internacional, a professora já acumula reconhecimentos por sua busca por novos fármacos para doenças tropicais negligenciadas, como esquistossomose, doença de Chagas, leishmaniose, malária e tuberculose. Em 2014, Carolina Horta Andrade recebeu o prêmio Para Mulheres na Ciência, da L’Oreal-Unesco-ABC; em 2015, o prêmio International Rising Talents, da Fundação L’Oreal e Unesco. Em 2020, teve sua pesquisa com Inteligência Artificial para descoberta de fármacos para Covid-19 selecionada em uma convocação de projetos científicos promovida pelo Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Atualmente, é Coordenadora Geral (PI) do projeto mundial OpenZika, em parceria com a IBM e universidades de todo o mundo. 

Perfil

Aos 38 anos, a cientista goiana é uma das mais destacadas em todo o mundo no campo da Química Medicinal Computacional e utilização de inteligência artificial para a busca de novos medicamentos para doenças como leishmaniose, esquistossomose, tuberculose, malária e Zika. Ela ainda coordena projeto mundial em parceria com países do BRICS (que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na busca de fármacos contra a Covid-19.

“É um grande orgulho receber o Prêmio Mulheres Brasileiras na Química, que reconhece não apenas meu trabalho de pesquisa, mas minha dedicação no apoio às nossas jovens cientistas”, diz Carolina Horta Andrade. “Sem dúvida, isso irá incentivar ainda mais as mulheres a buscarem seu espaço e ampliarem sua participação no mundo científico.”

A pesquisadora da UFG está empenhada na causa da igualdade de gêneros na ciência. Como professora, ela ensina aproximadamente 40 estudantes de graduação femininas a cada ano, e até agora orientou e auxiliou quase uma dúzia de mulheres que completaram com sucesso o mestrado ou doutorado em Ciências Farmacêuticas e Medicina Tropical.

5ª Prêmio Mulheres Brasileiras na Química

O objetivo do Prêmio Mulheres Brasileiras na Química é promover a igualdade de gênero em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no país e avançar na compreensão do impacto da diversidade na pesquisa científica.

Também foram premiadas Ohara Augusto (Líder Acadêmica), da Universidade de São Paulo (USP), e Thais Guaratini (Líder Industrial), da empresa Lychnoflora. A premiação tem o apoio da C&EM (Chemical & Engineering News) e CAS (uma divisão da ACS). As vencedoras serão homenageadas em cerimônia no dia 2 de junho, em Maceió (AL), durante a 45ª Reunião Anual da SBQ.

“A cada ano, o Prêmio Mulheres Brasileiras na Química cresce em importância”, afirma o presidente da SBQ, Romeu C. Rocha Filho. “A qualidade das candidatas nas três categorias tem sido excepcionalmente alta, dificultando muito o trabalho das comissões de seleção. Na SBQ temos o prazer de prestigiar as conquistas dos vencedores de 2022”, completa.

“Este ano, o Prêmio Mulheres Brasileiras na Química chega à sua quinta edição e estou muito feliz em ver mais um trio de cientistas de destaque sendo reconhecido pela SBQ e ACS”, diz Bibiana Campos Seijo, editora-chefe da C&EN e vice-presidente do C&EN Media Group. “O Brasil é um país com uma rica diversidade cultural e enorme talento científico. Vamos aproveitar esta oportunidade para celebrar o seu capital científico como merece.”

Denise Ferreira, gerente nacional da CAS para o Brasil, acrescenta: “É uma honra reconhecer essas mulheres talentosas e observar o crescente interesse da comunidade ano após ano pelo prêmio. Sabemos que o Brasil tem profissionais femininas altamente qualificadas e estamos muito felizes em reconhecer sua contribuição para a ciência.”

Cada vencedora receberá US$ 2 mil (cerca de R$ 11 mil) em dinheiro, um SciFinder ID válido por 1 ano, assinatura gratuita da ACS por 3 anos e um certificado de prêmio e troféu.

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