Requerimento para convocação do presidente da Fieg foi rejeitado nesta segunda-feira, 7. Ele ficou contrariado e disse que, se não pode falar na comissão, conversará com os deputados individualmente

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, reagiu com pesar à notícia de que os deputados integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos incentivos fiscais rejeitaram requerimento, apresentado pelo deputado estadual Coronel Adailton (PP), para que o empresário desse depoimento na comissão.

“Sinto muito não terem me convocado, quem perde não sou eu, quem perde é Goiás, porque eu poderia explicar aos deputados como funcionou a política de incentivos fiscais no Estado. Mas eu irei explicar de um por um o suicídio que se cometeu em Goiás ao fazer a CPI”, protestou.

Ele voltou a dizer que sua presença era importante por ser um representante da classe. “Não entendendo essa visão que se tem de que é melhor levar empresário individualmente lá, humilhar empresário”, afirmou.

Ele também reiterou que não é contra a comissão. “Eu sou contra a interpretação que o relator Humberto Aidar (MDB) faz dos incentivos fiscais. Acho um absurdo eles falarem que eu sou contra a CPI”, disse.

E voltou a defender que a CPI tem afastado empresas e motivado a saída das que já estão instaladas. “É uma atrocidade o que estão fazendo com as indústrias instaladas em Goiás. Vão desindustrializar o Estado e mandar para casa milhares de trabalhadores”, pontuou.

O deputado Humberto Aidar, por sua vez, já explicou que não vê motivo para a ida de Sandro Mabel à CPI, porque o interesse da comissão é escutar os donos de empresas que receberam incentivos, para esclarecer os pontos que levantaram dúvidas na apuração dos documentos apresentados pela Secretaria da Economia.