Quaest: Daniel tem 37%, Marconi 20% e Wilder 12%; tucano lidera rejeição com 49%
27 agosto 2026 às 19h41

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Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 27, mostra Daniel Vilela (MDB) na liderança da disputa pelo Governo de Goiás, com 37% das intenções de voto no cenário estimulado do primeiro turno. Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo lugar, com 20%, seguido por Wilder Morais (PL), com 12%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-06186/2026.
Luis Cesar Bueno (PT) aparece com 4%. Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) registram 0%. Outros 7% afirmaram que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar, enquanto 20% estão indecisos.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto. O levantamento foi encomendado pela TV Anhanguera e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
42% ainda podem mudar o voto
Apesar da liderança de Daniel no cenário estimulado, uma parcela significativa dos entrevistados ainda admite rever a escolha até o dia da votação.
Segundo a Quaest, 58% afirmam que a decisão sobre o candidato é definitiva. Outros 42% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, marcadas para 4 de outubro.
O grau de indefinição fica ainda mais evidente na pesquisa espontânea, modalidade em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados.
Daniel Vilela é citado espontaneamente por 17% dos eleitores. Marconi Perillo aparece com 4% e Wilder Morais, com 3%. Outros nomes somam 1%, enquanto 1% declara voto branco, nulo ou que não pretende votar.
Os indecisos representam 74% dos entrevistados nesse cenário.
Marconi tem maior rejeição
A Quaest também mediu o conhecimento, o potencial de voto e a rejeição dos candidatos. Marconi Perillo apresenta o maior percentual entre aqueles que afirmam conhecer o candidato e não votar nele: 49%.
Daniel Vilela registra 23% de rejeição nesse indicador, enquanto Wilder Morais tem 22%. Luis Cesar Bueno aparece com 19%, Luciana Amorim, com 10%, e Danilo Pinheiro, com 9%.
Daniel também apresenta o maior percentual entre os entrevistados que dizem conhecer o candidato e votar nele, com 52%. Marconi registra 38%, e Wilder, 22%.
O levantamento revela ainda diferenças significativas no grau de conhecimento dos candidatos. Enquanto 25% dizem não conhecer Daniel e 13% afirmam não conhecer Marconi, esse percentual chega a 56% para Wilder.
Luis Cesar Bueno é desconhecido por 75% dos entrevistados. No caso de Luciana Amorim, são 88%, e, para Danilo Pinheiro, 89%.
Saúde lidera preocupações dos goianos
A saúde é apontada como o principal problema de Goiás por 37% dos entrevistados, percentual superior ao registrado por qualquer outro tema apresentado no levantamento.
A violência aparece em segundo lugar, com 15%, seguida pela economia, com 9%. Educação e infraestrutura registram 6% cada.
Corrupção e pobreza ou desigualdade são mencionadas por 4% dos entrevistados, cada uma. Desemprego aparece com 3% e enchentes, com 1%. Outros problemas somam 5%, enquanto 3% dizem que o Estado não possui nenhum problema e 7% não souberam ou não responderam.
Apoios de Lula e Flávio Bolsonaro
A pesquisa também mediu o impacto do apoio de lideranças nacionais na decisão dos eleitores goianos.
Para 35% dos entrevistados, o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de votar em determinado candidato. Outros 39% dizem que não muda nada, enquanto 23% afirmam que o apoio diminui a possibilidade de voto.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 17% dizem que seu apoio aumenta a chance de escolher o candidato apoiado. Para 43%, não há impacto, enquanto 37% afirmam que a participação do petista diminui a chance de voto.
Ao serem questionados sobre o perfil político desejado para o próximo governador, 37% afirmam preferir um aliado de Flávio Bolsonaro e outros 37% querem alguém independente. Já 20% preferem um governador aliado de Lula. Outros 6% não souberam ou não responderam.
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