Quadro de mulher é retirado de exposição em Londres por mostrar pêlos pubianos

A obra de arte foi considerada pornográfica e nojenta

obra textoO quadro pintado pela artista plástica britânica Leena McCall foi duramente criticado e retirado da Exposição Anual da Sociedade de Mulheres Artistas da galeria Mall, em Londres. A obra, batizada de “Retrato da Sra. Ruby May em pé”, mostra uma mulher vestindo calça, colete, usando um chapéu verde-oliva e fumando um cachimbo. Mas o retrato só rendeu tanta polêmica por que mostrava os pêlos pubianos da modelo.

Pessoas que visitavam a exposição consideraram o quadro pornográfico e nojento, além de se sentirem perturbadas com a exposição dos pêlos íntimos da mulher. A galeria Mall declarou que a obra foi retirada para “proteger adultos e crianças vulneráveis” que visitam o local. O quadro foi substituído por outra obra que mostra uma mulher nua, mas sem pêlos pubianos à mostra.

A modelo Ruby May se manifestou contra a atitude de censura: “Acho que as pessoas ainda não perceberam o quão ameaçadora uma mulher empoderada pode ser para um paradigma que ainda é patriarcal em suas raízes. Ainda bem que esse paradigma retrógrado está aos poucos desmoronando e censuras como essa são vistas de forma inaceitável pelo público em geral”, comenta.

A autora do quadro por meio do Twitter pediu aos apoiadores que enviem tweets clamando o fim da censura para o perfil da galeria Mall (@mallgalleries) usando a hashtag #eroticcensorship. Graças a esse apoio a obra foi exposta em outra galeria, a Leyden. Lá, a Sra. Ruby May e seus pêlos pubianos devem ficar até o próximo dia 26.

Uma resposta para “Quadro de mulher é retirado de exposição em Londres por mostrar pêlos pubianos”

  1. LANDRE disse:

    A ser assim, uma #OPÇÃO para todos os museus, no que se refere a censura. Locais de exposições reservados, por faixas etárias. Por que não, como videolocadoras?

    – Nudez é o ser de forma natural, a verdade. Seja com pelos ou não. Mas vulgaridade não cabe, pelo menos para quem não tem idade própria para discernimento de escolha. Espero que um ocorrido como tal, faça com que a arte, mesmo sendo justa e necessária seja manipulada de forma saudável a todos, principalmente para quem não compreende.

    PS.: E ”O Nascimento de Vênus”, que fique no canto, pós uma sala que adverte ”Censura 18 anos… Ou 16, 14 e 12. Pois crianças desde cedo estudam o próprio corpo seja no mesmo ou em outro. Ah… E com pelos”.

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