“PT não inventou, mas profissionalizou a corrupção”, diz presidente da OAB-GO

Advogado Lúcio Flávio de Paiva criticou perfil assistencialista do governo federal e sugeriu falta de transparência e honestidade

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Presidente da OAB-GO durante o evento | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Goiás (OAB-GO), Lúcio Flávio de Paiva, criticou o governo da presidente Dilma Rousseff e seu partido, o PT, durante palestra no Fórum Goiânia 2020 – Cidade Que Queremos, na manhã desta quinta-feira (10/3).

“A sociedade precisa combater nosso grande mal, o grande câncer da atualidade: a corrupção. Isso não pode continuar do jeito que está. Não podemos aceitar mais. Não é que a corrupção nasceu no governo do PT; corrupção existe desde quando o primeiro português pisou em Porto Seguro. Mas ela se profissionalizou no governo do PT”, discursou ele, seguido de forte salva de palmas.

O evento, realizado no shopping Bougainville, tem como objetivo discutir políticas públicas e ações para que Goiânia cresça de forma sustentável. Na sexta edição, o presidente da OAB-GO foi convidado para falar sobre sua gestão à frente da Ordem e apresentar suas ideias sobre o futuro da cidade.

Lúcio Flávio afirmou que faltam políticas públicas contínuas, independente do governante da ocasião: “Só se resolve saúde, segurança, mobilidade urbana se tivermos políticas de longo prazo”. Ainda sobre o tema, ele criticou o “modelo do Estado assistencialista” do governo do PT.

“Nós precisamos muito mais que dar assistência ao cidadão, temos que dar condição de sobreviver pelo seu sustento, sua própria criação de riquezas. Fato é que nós temos hoje um governo federal que pretende tornar o cidadão refém de suas próprias bolsas”, lamentou e clamou: “Isso não pode ser replicado em nenhum dos níveis da federação. Precisamos mudar isso urgentemente”. Mais palmas.

Ao final de sua fala, o presidente lembrou que a atual gestão da OAB-GO se propôs a adotar uma série de medidas para ajudar a combater o caixa 2 nas eleições deste ano e asseverou que a instituição fiscalizará o pleito de 2 de outubro.

“A Goiânia que queremos, no mês de junho do ano passado, foi a ‘OAB que queremos’. Nos propusemos a fazer a OAB que queremos e conseguimos fazer uma mudança no eixo político da Ordem, tirando um grupo que estava há 30 anos no poder, com base em dois princípios: a transparência e a honestidade”, arrematou, deixando a mensagem aos possíveis candidatos a prefeito de Goiânia.

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