PT impõe nome de Wolmir Amado na disputa pelo governo e gera desconforto no PV

Presidente do diretório goiano do Partido Verde, Cristiano Cunha demonstra insatisfação com declarações de petistas à mídia garantindo que o professor é o candidato ao Palácio das Esmeraldas

A imposição pública do nome de Wolmir Amado, ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo de Goiás tem gerado desconforto com o Partido Verde (PV), sigla com a qual os petistas dialogam em prol de uma federação, que também inclui o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Presidente do diretório goiano do PV, Cristiano Cunha demonstra insatisfação com declarações de petistas à mídia garantindo que o professor é o candidato ao Palácio das Esmeraldas, quando, segundo ele, não há qualquer definição.

“Está esse desconforto com o PV, que não estava tendo espaço. O PT estava conversando com os partidos, tanto com o PV, quanto com o PCdoB. Daí sai na imprensa que o candidato deles é o Wolmir Amado. Espera aí, está definido?”, questiona. Apesar da federação avançar em nível nacional, inclusive com protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 23 de abril, os diretórios goianos ainda divergem sobre o melhor nome para as legendas levarem às urnas. Enquanto o PT tenta bancar Wolmir, o PCdoB defende a viabilidade do ex-governador José Eliton (PSB) e o PV encampa o projeto de reeleição do governador Ronaldo Caiado (UB).

“Então, que permaneça como está. Vamos ficar todo mundo independente. Hoje eu estou com o Caiado e permaneço”, acrescenta. Segundo Cristiano, o PT tem que aguardar o dia 28 de maio, de acordo com o calendário nacional da sigla, para ter uma definição. No entanto, a legenda teria pedido desse prazo.“Então, deixa como está e vamos ver o que vira lá na frente”, diz o político, que semana passada esteve reunido com atuais e ex-mandatários do PT, a exemplo de Adriana Accorsi, Luís César Bueno e Antônio Gomide, em uma tentativa de alinhar os projetos e aparar as arestas.

Apesar da insatisfação com a demora em definir efetivamente um nome para a cabeça de chapa, Cunha garante que permanece na federação. “Tem essa demora em resolver se vai ter candidato mesmo ou não vai, se vai compor com alguém ou não. Eu não posso ficar de um lado e de outro. Portanto, eu permaneço na federação e no grupo do governador”, justifica.

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