PSOL decide abrir conversas para apoiar Lula

Encarregado das negociações deve ser o pré-candidato ao governo de São Paulo Guilherme Boulos, que concorreu à presidência em 2018  

A Executiva Nacional do PSOL decidiu nesta sexta-feira, 11, pela abertura das negociações com o PT e demais partidos de esquerda para firmar aliança eleitoral em torno da pré-candidatura do ex-presidente Lula (PT). O encarregado dessas negociações deve ser o pré-candidato ao governo de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL), que concorreu às eleições de 2018 com o presidenciável petista Fernando Haddad (PT). Os dois, inclusive, podem se enfrentar nas urnas em São Paulo nas eleições de outubro.  

O psolista será o encarregado, juntamente com o presidente nacional da sigla, Juliano Medeiros, e a deputada federal Talíria Petrone (RJ), de integrar uma comissão para discutir o tema. Os três terão de apresentar os principais pontos programáticos que nortearão as conversas entre as siglas. Entre eles está a revogação de medidas como a reforma trabalhista, reforma da previdência e Teto de Gastos, que foram aprovados no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) e mantidos no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).  

O partido também quer um compromisso do presidenciável no enfrentamento à crise climática, com medidas para financiar a transição energética, defesa de um novo modelo de desenvolvimento da Amazônia, desmatamento zero, garantia de direitos aos povos indígenas, tradicionais e quilombolas; além da proposição de uma reforma tributária que diminua a taxação no consumo de bens essenciais e populares e foque na taxação de renda e propriedade, incluindo a criação de impostos para os super ricos, ou seja, os bilionários. 

De acordo com as resoluções, o PSOL tem como principal tarefa a derrota de Bolsonaro. Para isso, reconhece como necessária a unidade dos partidos de esquerda e a criação de um programa capaz de enfrentar a crise que o Brasil vive.  “Vencer as eleições é só o primeiro passo. Além disso, precisaremos de um programa que derrote, ao mesmo tempo, o neoliberalismo e a extrema-direita. Para ser implementado, esse programa enfrentará a resistência de setores poderosos, o que vai exigir disposição para o conflito e a mobilização popular”, afirma Juliano Medeiros. 

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