Os servidores públicos federais que tenham cônjuge, filho ou dependente com deficiência poderão ter direito ao teletrabalho, caso o Projeto de Lei 4.826/2026 seja aprovado. A proposta, apresentada pelo deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), também contempla expressamente os casos de familiares ou dependentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Pelo texto, o trabalho remoto poderá ser adotado quando as atribuições do cargo permitirem a execução das atividades a distância e não houver prejuízo à continuidade ou à eficiência do serviço público. A proposta determina ainda que um eventual pedido de teletrabalho só poderá ser negado mediante decisão fundamentada. Nesse caso, o órgão deverá demonstrar objetivamente que as funções não podem ser desempenhadas de forma remota ou que a modalidade provocaria prejuízo concreto ao funcionamento do serviço.

Na justificativa, Julio Cesar Ribeiro afirma que a proposta busca facilitar a rotina de servidores que precisam conciliar o exercício das funções públicas com os cuidados permanentes de familiares ou dependentes com deficiência.Segundo o deputado, a possibilidade de trabalhar remotamente pode ajudar esses servidores a acompanhar consultas médicas, terapias, tratamentos e outros atendimentos necessários, sem que isso signifique o afastamento das atividades profissionais.

O parlamentar ressalta, no entanto, que o projeto não estabelece um direito automático ao teletrabalho. A concessão continuará condicionada às características do cargo e à possibilidade de manter a eficiência do serviço público.

Atualmente, a legislação já garante horário especial ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência. A proposta busca ampliar essa proteção ao incluir expressamente o teletrabalho entre as alternativas disponíveis nesses casos.

O Projeto de Lei 4.826/2026 ainda será distribuído às comissões da Câmara dos Deputados, onde deverá ser analisado antes de seguir para as próximas etapas de tramitação.

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