Professores acusados de agredir Rogério e Thelma Cruz têm passagens pela polícia

Os dois possuem a média salarial de R$ 8,3 mil pelo município e, após assinatura de TCO, foram liberados

Os professores detidos durante protesto em frente ao Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) na Vila Areião, nesta quinta-feira, 31, sob acusação de agredir o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) e a primeira-dama Thelma Cruz (Republicanos), foram identificados e confirmado que ambos já possuíam passagens pela polícia. Os dois assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na delegacia e foram liberados.

O professor que subiu no carro oficial do prefeito Rogério Cruz é Renato Regis do Carmo. Segundo a polícia, ele tem passagem por lesão corporal, desacato e resistência. De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Goiânia, Renato possui remuneração de R$ 5.866,73, portanto, acima do piso nacional estabelecido pelo governo federal para a categoria a partir de 2022, que é de R$ 3.845,63. Já o outro professor, Hugo Alves Rincon, tem passagens por ameaças e perturbação do sossego alheio.

Em 2013, Hugo foi detido no Setor Central com materiais que, segundo a polícia, poderiam ser usados para confecção de “Coquetel Molotov” (arma química) – um frasco de 1L de álcool, quatro caixas de fósforos e duas camisetas de algodão. Na época, o professor foi autuado pela prática de transporte sem licença de substância ou engenho explosivo. Hugo recebe dois salários pelo município de Goiânia: um de R$ 6.012,69 e outro de R$ 4.897,32. Ao todo, a remuneração mensal deles chega a R$ 10.910,01. Valor acima do que é pago para um professor doutor da Universidade Federal de Goiás (UFG), por exemplo, que é de R$ 9.616,18 e apenas quando há dedicação exclusiva dos doutores. No município, a maior dos professores tem apenas especializações.

Os dois casos se encaixam na proposta de reajuste de 7,5%, porque ambos já recebem muito acima do valor estabelecido para o piso nacional. A prefeitura defende o pagamento do novo piso, cujo reajuste foi definido em 33,32%, apenas para os professores que ganham abaixo de R$ 3.845,63, impostos para jornada de 40 horas por semana. A ideia do Paço é nivelar este valor mesmo para os que só trabalham 30 horas semanais. Os manifestantes, por outro lado, querem aumento de 33,32% para todos os professores, inclusive para os que já recebem acima de R$ 10 mil, e mesmo para os que não cumprem 40 horas semanais.

A presidente do Sintego, Bia Lima, criticou a situação. Segundo ela, os dois professores detidos nesta quinta-feira não fazem parte do sindicado. Bia diz ainda que o grupo (ela se refere ao Simsed –  Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia) tenta se intitular sindicato sem conseguirem se firmar como tal. “Nunca foi sindicato, nunca teve registro sindical. Eles têm buscado se firmar de maneira truculenta e nós não concordamos com isso”, afirma.

4 respostas para “Professores acusados de agredir Rogério e Thelma Cruz têm passagens pela polícia”

  1. Avatar Sandra martins disse:

    Matéria tendenciosa, mentirosa , de jornalismo que só ouve um lado. Ninguém vai ouvir o lado dos professores para escrever uma matéria . O verdadeiro jornalismo faz isto é não vai em apenas uma fonte.
    A nossa luta não é de sindicato A ou B como a Bia coloca , é de uma categoria que está insatisfeitafaz e merece respeito na sua luta. Se ouve excesso escute o que aconteceu dos dois lados . Expor as pessoas assim como a mídia goiana está fazendo nem com bandidos se faz ( que não é o caso dos dois professores pois sempre estiveram conosco em todas as lutas pelas
    Melhorias na educação) , triste jornalismo.

  2. Avatar Lucia disse:

    Qual é a parte da notícia que é mentira?? Foi tudo filmado. Ganhando 5000 e ainda estragando patrimônio público?? Pensa quem ganha um salário mínimo ir na casa dele e pular em cima do carro dele exigindo repartição da riqueza.

  3. Avatar Sofia disse:

    Esse carro agora vai ser consertado com o dinheiro de quem?? Nosso né?! De vários contribuintes que ganham bem menos de 5000 por mês. Deveria tirar o conserto do salário dele. A pandemia acabou daí deu preguiça de voltar a trabalhar. 3 anos recebendo pra ficar em casa, acostumou.

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