A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, apresentou melhora no estado de saúde nesta quarta-feira, 21, mas continua em estado grave e em coma induzido. Ela foi agredida com uma garrafa de vidro quebrada durante uma caminhada nas proximidades do Parque Vaca Brava, no Setor Bueno, em Goiânia, no último domingo, 18.

Segundo boletim divulgado pela família na tarde desta quarta-feira, o processo de estabilização das funções vitais e hemodinâmicas está evoluindo. A equipe médica também avalia reduzir o suporte de ventilação mecânica.

A família informou ainda que as suturas necessárias já foram realizadas. Apesar dos sinais de melhora, Elizabeth permanece em coma induzido e exige cuidados médicos. “O estado dela hoje é melhor do que ontem”, diz o comunicado.

Os familiares agradeceram as mensagens de apoio e as orações recebidas desde a agressão. Também destacaram o trabalho das equipes médicas e de enfermagem do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), onde a professora está internada. “Mais um dia superado e mais uma grande vitória para todos nós”, afirma a nota.

UFG manifesta solidariedade

A UFG também manifestou solidariedade à professora aposentada e aos familiares. Em nota divulgada na terça-feira, 20, a instituição afirmou ter recebido com indignação a notícia da agressão sofrida por Elizabeth enquanto caminhava pelo Setor Bueno, em Goiânia.

“Não podemos aceitar a naturalização da violência contra a mulher, que constitui hoje um cenário tão alarmante”, declarou a universidade. A instituição também defendeu a adoção das providências cabíveis e desejou pronta recuperação à professora.

Relembre o caso

Elizabeth foi atacada durante uma caminhada nas proximidades do Parque Vaca Brava, em Goiânia. Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão, que durou aproximadamente 30 segundos.

O suspeito, identificado como Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar de Goiás. A Polícia Civil investiga as circunstâncias e a motivação do ataque.

Comunicado da família na íntegra:

“O processo de estabilização das atividades vitais e hemodinâmicas está se estabilizando. A oxigenação mecânica pode ser diminuída. Já foram realizadas as suturas necessárias.

O estado dela hoje é melhor do que ontem. Mais um dia superado e mais uma grande vitória para todos nós. O estado dela ainda é grave e continua em coma induzido.

Queremos agradecer mais uma vez todas as orações, apoio e o carinho que estamos recebendo e, em especial, ao corpo médico e de enfermagem do HUGO. Seguimos firmes.”

Nota da UFG:

“A Universidade Federal de Goiás (UFG) manifesta sua solidariedade à professora aposentada da Instituição, Elizabeth Caramaschi, e a seus familiares.

Recebemos com muita indignação a notícia sobre o violento ataque sofrido pela docente no domingo (18/10), enquanto caminhava no Setor Bueno.

Não podemos aceitar a naturalização da violência contra a mulher que constitui hoje um cenário tão alarmante.

Esperamos que sejam tomadas as providências cabíveis e desejamos pronta recuperação à professora Elizabeth.”

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