Páginas oficial e não oficial do tenente-coronel, que foi candidato a deputado estadual neste ano, também compartilhava postagens com frases de apologia a agressões

Foto: reprodução/Facebook

O tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli, de 56 anos, preso na madrugada desta terça-feira, 18, na Operação Circo da Morte, que investiga a atuação de um grupo de extermínio formado por policiais militares em Caldas Novas, Santo Antônio de Goiás e Alto Paraíso, já tem um histórico de defender morte para bandidos.

Em suas páginas, oficiais e não oficiais, nas redes sociais, Belelli, que também foi candidato a deputado estadual neste ano pelo PR, Partido da República, e recebeu mais de 13 mil votos, compartilhava memes e frases onde defendia a pena de morte e o uso de violência contra ladrões. Confira algumas postagens:

https://www.facebook.com/TenenteCoronelBelelli2.0/photos/a.373053363197936/400961740407098/?type=3&theater

https://www.facebook.com/coronelbelelli/photos/a.124851508226497/260550137989966/?type=3&theater

https://www.facebook.com/coronelbelelli/photos/a.124851508226497/261562681222045/?type=3&theater

Operação

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Além de Belelli, a operação, feita pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e pela Polícia Federal, prendeu também o sargento Ismael Fernando Silva, o cabo Raithe Rodrigues Gomes, o subtenente Alessandro Bruno Batista e o sargento Ruimar Felipe Maia. Os policiais também cumpriram seis mandados de busca e apreensão.

A operação conta com o auxílio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-GO e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO). Ao todo, cinco promotores de Justiça, três delegados, além de agentes da PF cumprem cinco mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão, todos na cidade de Caldas Novas.