Preso diz ter entregado mensagens hackeadas de forma anônima e voluntária ao Intercept

Suspeito afirma que invasão foi motivada por não concordar com caminhos usados pela Lava Jato e diz que a entrega foi feita sem cobrança financeira

Foto: reprodução

Em depoimento concedido a Polícia Federal, um dos quatro suspeitos de atuar na invasão de conversas de autoridades da Lava Jato, Walter Delgatti Neto, preso na última terça-feira, teria dito a PF ser a fonte do material divulgado pelo site The Intercept Brasil.

Segundo o suspeito, ele teria encaminhado as mensagens de forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira. Ainda em depoimento, o suspeito teria revelado a PF que os contatos com o jornalista Glenn Greewald, fundador do site, teriam sido apenas virtuais.  

Após o depoimento, a PF se concentra para confirmar a veracidade das informações dadas por Delgatti. Segundo os investigadores, não há até agora indício de que tenha havido pagamento pelo material divulgado.

Delgatti teria dito à polícia que sua atuação foi motivada por não concordar com os caminhos da Lava Jato. Além da invasão de contas do Telegram, a PF aponta que o grupo hackeava contas bancárias por dinheiro.

A operação localizou o suspeito em sua casa, em Araraquara, após rastrear um número salvo na conta do Telegram do ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo a PF, a perícia criminal encontrou alguns dados guardados em plataformas de nuvens do suspeito que sugerem a veracidade de algumas das declarações de Delgatti.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.