Renata Abreu, presidente da sigla, diz que o partido sempre respeitou o momento de vida profissional e pessoal do ex-juiz e ex-ministro, Sergio Moro, agora filiado ao União Brasil

Na noite desta quinta-feira, 31, prestes ao encerramento da janela partidária, a deputada federal Renata Abreu (Podemos), presidente do Podemos, emitiu uma nota oficial em nome da sigla mostrando o descontentamento com a atitude de Sergio Moro (União Brasil). Segundo Abreu, Moro não comunicou ao partido sua saída e desistência da candidatura. Por sua vez, Moro afirma que sua decisão foi comunicada à direção nacional.

A deputada diz que o Podemos não mediu esforços para garantir a Moro uma pré-campanha robusta, visto que fizeram um “grande evento de filiação”, além da “retaguarda necessária para deslocamentos em segurança pelo país, com total garantia de recursos para sua futura campanha eleitoral”. Abreu destaca que o partido não possui uma grandeza financeira como os grandes partidos, mas que tinham a “convicção de que o projeto de um Brasil justo para todos vale mais do que o dinheiro”. O Podemos terá, neste ano, a 11º maior fatia do fundo partidário, com cerca de R$ 187 milhões. O União Brasil, agora atual partido de Moro, receberá R$ 770 milhões, sendo a legenda com maior ganho.

Abreu afirma que recebeu a notícia de Moro com “surpresa”. “Tanto a Executiva Nacional quanto os parlamentares souberam via imprensa da nova filiação de Moro, sem sequer uma comunicação interna do ex-presidenciável”. Segundo Sergio Moro, sua troca partidária é para “facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única”, fortalecendo dessa forma, a chamada “terceira-via”.