Presidente do PDT lidera reunião ampliada de partidos por impeachment

Em entrevista à CNN, Carlos Lupi compara governo a um paciente terminal e diz que não dá mais para esperar até as eleições

Como mais uma repercussão das declarações abertamente golpistas emitidas pelo presidente da República nas manifestação de 7 de setembro, o presidente do PDT nacional, Carlos Lupi, resolveu estender um chamado a mais partidos para uma pressão maior pelo impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido).

Em entrevista à rede CNN, ele confirmou que, ainda nesta quarta-feira, 9, às 19 horas, partidos de centro e de direita deverão participar de uma reunião que naturalmente só envolveria partidos de centro-esquerda (PDT, PT, PSB, Rede,  PCdoB, PV). Entre os convidados, deverão enviar representantes DEM, MDB, Solidariedade e Novo.

“Estamos conversando com outros líderes de bancada. É uma convocatória para tentar costurar conjuntamente uma ação rápida”, disse à CNN.

Carlos Lupi, presidente do PDT nacional: “Estamos ampliando o grupo de partidos para costurar uma ação rápida pelo impeachment” | Foto: Léo Motta

Para Lupi, o presidente não tem autoridade para falar em nome do povo. “Quem está manifestando apoio a ele são 20% da sociedade, 75% acham ruim ou péssimo. O presidente não pode dizer que tem o povo brasileiro com ele. A maioria não estava representada nas ruas”, disse.

A intenção é mobilizar os partidos e a população para “mostrar simplesmente que somos a maioria”. “Vamos fazer um apelo ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) [pela abertura do processo de impeachment]. Estamos no limite máximo. A diferença é que ele antes falava do cercadinho do palácio e agora proclama a quebra da Constituição no grande cercadão para a população. É dantesco o que estamos vendo no Brasil”, disse o pedetista.

A ideia de Lupi é, “como resposta dentro da Constituição, é reunir todos os crimes cometidos por ele ao longo de seus dois anos e meio de mandato e fazer o impeachment”.

“Queremos fazer uma grande frente ampla pela democracia. Aí não tem sucessão presidencial nem discussão de candidato: é a discussão da defesa da Nação brasileira”, resumiu. Indagado pela reportagem da CNN se a abertura de um processo de impeachment a um ano das eleições não traria ainda mais instabilidade ao País, o líder pedetista disse: “É dura a comparação, mas você está me propondo que a gente assista a um paciente terminal esperando a morte. Não podemos esperar mais crimes serem cometidos para tomar uma atitude. O processo de impeachment está como preceito democrático.”

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